Entrevista: Drik Barbosa antecipa detalhes de show no Lollapalooza 2025

A rapper paulista Drik Barbosa será uma das atrações do Lollapalooza Brasil 2025! A artista...

Vitória RoqueNotíciasEntrevistas19 de fevereiro de 2025

Foto: Cred. Lana Pinho

A rapper paulista Drik Barbosa será uma das atrações do Lollapalooza Brasil 2025! A artista se apresenta na tarde do dia 29 de março (sábado), no Palco Budweiser.

Esta será a estreia solo da brasileira no festival. Ela divide, ainda, a programação com nomes como Shawn Mendes, Tate McRae, Alanis Morissette, Teddy Swims, JPEGMAFIA, The Marias, Disco Lines, Tropkillaz e muito mais.

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Em entrevista ao Tracklist, a rapper falou sobre suas expectativas para o grande show, além de outros assuntos. Confira abaixo!

Entrevista: Drik Barbosa fala sobre o Lollapalooza Brasil 2025 e mais

Drik, estamos seguindo nossa maratona de preparação para o Lollapalooza. Então, para começar, queria falar sobre seu show no evento! Você já esteve no palco do festival, mas esse vai ser seu primeiro show solo por lá. Como estão suas expectativas; e o que essa apresentação significa para você e para sua carreira?

“Primeiro que é a realização de um sonho, mesmo. No dia que saiu o line-up, eu até fiz um vídeo compartilhando com o pessoal a tamanha alegria, assim, que era esse meu sonho de poder fazer o meu show nesse palco. Tenho uma trajetória muito legal lá no Lolla com outros artistas – já cantei algumas vezes com Emicida, com o BK; teve um show muito bonito que também subiu o Mano Brown para o palco, Bivolt… foi um encontro do rap muito importante para mim, com as minhas referências ali presentes, sabe? Então, poder levar o meu show, neste momento, está sendo muito importante – e isso para além da Drik artista, para a Drik pessoa, também”.

“E é um momento muito marcante pelas minhas vivências dos últimos anos, principalmente o pós-pandemia. É realmente algo a se celebrar. É um momento que eu sinto que marca uma nova era, tanto de forma pessoal quanto profissional. Estou aqui empenhada nas novidades, empenhada para encontrar mais as pessoas que eu não encontrei tanto nos últimos anos, porque eu estava em um mergulho de autoconhecimento. Estava me cuidando, cuidando da minha saúde física e mental, para poder estar bem e voltar com tudo! E, agora, voltar com tudo no Lolla. É incrível, é uma coisa que eu realmente sonhei por muitos anos. E muito antes de estar no palco, [estava] indo lá para assistir os shows, também”. 

E o que você está preparando para a setlist e estrutura do show em si? Pode dar um pequeno spoiler?

“Claro! Algumas coisas já me deixaram falar. Como eu disse, esse momento é realmente muito importante para mim. Eu quero firmar cada vez mais a minha alegria, o meu amor próprio, minha autoestima e a autoestima das mulheres, principalmente mulheres negras. E trazer cada vez mais essa mensagem de força, de empoderamento. Então esse show vai marcar muito com essas mensagens; vai ter uma presença muito mais forte, sonoramente, de rap e R&B, de uma forma diferente da minha última turnê com o show ‘Drik Barbosa’. Ainda [vai ter] o afropop, ainda flertando com outros gêneros, mas menos do que a última vez. A gente vai enfatizar ainda mais o rap e o R&B. Tem um enredo bem bonito que a gente vai contar. Mas uma das principais coisas, para mim, é celebrar ser mulher, é celebrar a minha maturidade, o que eu aprendi até agora”.

“Eu me sinto diferente do último disco, que foi há um tempo atrás. Eu aprendi muito com a vida, e eu quero levar isso para esse palco, também. E trazer mais mulheres, sabe? Então teremos instrumentistas maravilhosas na banda. Vai ser um show de estreia no Lolla. Vai ter direção musical do Daniel Ganjaman, que é uma referência incrível. Estou muito animada, porque poder trabalhar com ele também é uma realização muito bonita e muito importante”.

“Teremos direção artística do Evandro Fióti; e, para além das mulheres tocando na banda, teremos também o balé. Já é algo muito presente a gente celebrar a dança no meu show; mas vamos ter um balé muito recheado, com mulheres maravilhosas. E vamos trazer surpresas durante o setlist. Serão muitas participações femininas. Eu quero celebrar muito isso, sabe? A existência e a potência das mulheres no palco, e trazer essa mensagem”.

E, falando em repertório, você tem preparado alguma coisa nesse sentido? Há algum projeto musical a caminho?

“A gente está trabalhando nisso. Eu quero que realmente seja uma nova era, assim. E, para isso, a gente precisa de um projeto novo. Esse show já faz parte disso – não só da transição de uma era para outra, mas vou apresentar coisas que têm a ver com esse novo momento. Estou trabalhando nisso, não posso falar mais detalhes ainda, mas vai ser muito em breve. Estou muito empenhada”.

“A gente já está tendo essa conversa há alguns meses para poder trazer essa novidade para o público. O pessoal está me cobrando, e com razão! Eu precisava desse tempo para me reabastecer. Todo mundo sofreu muito, principalmente durante o período pandêmico, e não é fácil se recuperar do que a gente passou. E eu vim fazendo trabalhos durante esse tempo, finalizei o projeto ‘Nós’, em 2022; fiz uma turnê com o Emicida, também. Então não fiquei parada. Mas precisei me resguardar para cuidar da saúde e poder voltar com tudo agora. E aí tem que voltar com tudo mesmo, com música também”.

Antes do Lollapalooza, você tem outro evento especial marcado – que é a apresentação de abertura do show de Criolo, Rael e Mano Brown, que você vai fazer ao lado de Mc Luanna e Duquesa! Como estão os preparativos para essa apresentação? Tem tido contato com as meninas?

“Todo mundo está super animado. Vai ser um evento muito marcante, principalmente para nós, que somos fãs de rap. A gente está vendo uma fusão muito importante, com mais artistas femininas no palco; então vai ser muito bonito esse encontro. E é um encontro de gerações, também, junto com as meninas. Eu estou muito animada. A gente está falando sobre quais músicas vamos fazer, como é que vai ser tudo, os looks… para a gente brilhar muito nessa noite junto com os meninos, que também são referências para a gente. Então estou bem empolgada, e fiquei super feliz de saber que vamos estar juntas nesse momento. Eu já admiro muito o trabalho delas. Já acompanho, tenho um feat com a Luanna, quero um feat com a Duquesa… Vai ser um encontro muito bonito para o público também”.

Usando sua própria trajetória, a gente consegue ver como o rap feminino tem ganhado cada vez mais espaço na indústria. Como você avalia a indústria na atualidade, em comparação ao que era quando você começou essa caminhada? Quais são as principais mudanças positivas que você vê?

“Nossa, são inúmeras mudanças positivas. A gente está falando mais sobre isso – e isso já é um grande passo. Eu comecei a rimar em 2007, então eu fui acompanhando essa trajetória. Fiz parte de um projeto muito importante, chamado Rimas & Melodias, só com mulheres presentes; fazendo esse movimento de enfrentar essas barreiras para ter mulheres no palco, e em grande quantidade, o que também é uma dificuldade para a gente dentro do mercado”. 

“Temos vários grupos masculinos e, infelizmente, pouca visão para grupos femininos, principalmente do rap. Então eu vejo um avanço muito grande nisso, não só do mercado em si, mas também do público – de abraçar mais as mulheres, de engajar, ficar interessado, fazer parte das bases de fãs dessas artistas. E eu me incluo nisso. Para mim, também é super importante a gente ver outras mídias valorizando isso. A gente vê cada vez mais mulheres do rap em capas de revistas, indo na TV… então é sobre a gente estar presente na cultura de forma completa. É um avanço imenso”.

“Ainda precisa de muito mais. Mas me traz muita alegria toda vez que eu vejo algo assim acontecendo, porque eu canto sobre isso, eu luto por isso. Não ocorre só na minha carreira, nunca é só sobre mim. Cada passo que eu dou, eu sei que eu posso. E eu agradeço primeiramente a quem deu esse primeiro passo, que muitas mulheres deram. Mas eu também sei da importância que é trazer mais mulheres para os espaços onde vou estar – como vai ser no Lollapalooza”. 

Bom, Drik, para terminar, queria que você falasse um pouco sobre o que planeja para esse ano no geral.

“É isso – nova era, novidades, e novidades musicais, espero. Não sei se vou lançar disco ainda esse ano, mas virão novidades musicais já dentro desse novo momento. E, quem sabe, um projeto maior já nesse ano. Quero fazer mais parcerias durante esse momento, principalmente com mulheres; é algo que eu já tenho feito, mas que eu quero trazer cada vez mais. E mostrar ainda mais essa Drik, com esse novo olhar também sobre si, sobre o mundo, mais mulher, mais adulta. Quero cantar mais sobre isso, sobre as nossas questões, também”.

“Dentro do momento que eu estou passando agora, próximo aos 33 anos, também quero trazer esse público mais jovem para estar junto; para a gente se conectar nesses temas e em outros. Enfim, esse é o meu propósito para esse ano. E também quero poder rodar o máximo possível, abraçar as pessoas, estar junto. Eu ainda sinto que não consegui fazer isso para matar essa saudade do que a gente conseguia fazer antes da pandemia, sabe? Acho que esse momento está sendo, também, um momento de começo, de renascimento – e eu quero celebrar isso da melhor forma. E estou dedicada a abrir essas portas”.

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