Ozzy Osbourne não era apenas o “Príncipe das Trevas” — ele era o caos transformado...

Ozzy Osbourne não era apenas o “Príncipe das Trevas” — ele era o caos transformado em rock, uma lenda viva que atravessou décadas no grito. Aos 76 anos, o vocalista do Black Sabbath morreu nesta terça-feira (22), poucas semanas após se despedir dos palcos no “Back to the Beginning”, em Birmingham, sua cidade natal.
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Segundo comunicado oficial da família, Ozzy faleceu em casa, cercado pela esposa Sharon Osbourne e pelos filhos. “É com mais tristeza do que as palavras podem transmitir que nós divulgamos a morte do nosso querido Ozzy Osbourne, nesta manhã. Ele estava com a família e cercado de amor. Nós pedimos a todos que respeitem a privacidade da nossa família neste momento”, afirmaram os filhos Sharon, Jack, Kelly Aimee e Louis Osbourne em nota.
A causa da morte não foi revelada.
John Michael Osbourne nasceu em 1948, em Aston, um subúrbio de Birmingham, na Inglaterra. Ainda na infância, recebeu o apelido de Ozzy — uma variação de Osbourne — que o acompanharia por toda a vida. Antes de iniciar a carreira como cantor, trabalhou em empregos tão excêntricos quanto sombrios: foi afinador de buzinas de carros, operário de matadouro e auxiliar em necrotério.
Aos 20 anos, Ozzy formou sua primeira banda. Inicialmente batizada de The Polka Tulk Blues Band, ela mudou de nome para Polka Tulk e, depois, para Earth. Como já existia outro grupo com esse nome, a banda foi rebatizada em 1969 como Black Sabbath, inspirado no título de um filme de terror. Nascia ali o pilar do heavy metal.
Ao lado de Tony Iommi (guitarra), Bill Ward (bateria) e Geezer Butler (baixo), Ozzy lançou o álbum “Black Sabbath” em 1970 — um divisor de águas que fundou o gênero. Com a banda, gravou ainda clássicos como “Paranoid”, “War Pigs”, “Iron Man”, “Changes” e “Sabbath Bloody Sabbath”, antes de se despedir do grupo em 1978 com o disco “Never Say Die!”.
Nas décadas seguintes, seguiu carreira solo com enorme sucesso, sempre mantendo a essência teatral e provocadora.
Há cerca de três semanas, o Príncipe das Trevas subiu ao palco pela última vez. Sentado em um trono adornado com morcegos — por conta de problemas de saúde que dificultavam sua locomoção —, ele apresentou sucessos como “Mr. Crowley” e “Mama I’m Coming Home”, além dos hinos do Sabbath. O show marcou o reencontro dos integrantes originais do Black Sabbath, a primeira reunião completa em 20 anos.






