Após o lançamento do single "Numa Ilha", Marina Sena finalmente liberou seu aguardado terceiro álbum,...

Após o lançamento do single “Numa Ilha”, Marina Sena finalmente liberou seu aguardado terceiro álbum, “Coisas Naturais”, nesta segunda-feira (31).
Com 13 faixas, o disco mostra diferentes facetas da cantora e apresenta uma Marina imersa em diferentes gêneros musicais. O primeiro single do projeto, intitulado “Numa Ilha”, mostrou um pedaço do que ainda estava por vir. Agora, com “Ouro de Tolo”, segundo single do álbum, a mineira pode mostrar uma obra completo juntos às demais canções que o acompanham.
Em coletiva de imprensa, a cantora revelou o processo criativo do disco e detalhou sobre composição, preparação vocal e planos para a divulgação do álbum nos palcos.
Feito em meio à natureza, Sena realizou um sonho muito antigo – a artista conseguiu reunir músicos e fazer uma espécie de banda em uma casa distante da cidade grande, onde permitiu que o processo fosse de fato natural.
“A música já surge num ambiente muito natural. Não só pelo fato de ter a natureza perto, mas porque era num fluxo muito natural da coisa acontecer. Eu acordava oito horas da manhã, o André já tava tocando um violão, aí Bragança já chegava e fazia um baixo, e de repente estava escutando aquilo a manhã inteira. Então nasceu nesse fluxo natural e com coisas que são muito naturais de mim”, explicou.
Sem muito esforço, a voz de “Dano Sarrado” detalha o encontro de diversos gêneros em um só álbum. De piseiro a bossa nova, passando por reggae e pop-rock, “Coisas Naturais”, de Marina Sena, foi pensado para ser um experimento fora da sua zona de conforto.
“Eu acho que a bossa é a única coisa que se repete na realidade, nenhum outro ritmo se repete. Mas a bossa, ela se repete, sim. No entanto, não sei se ela define o álbum, sabe, porque eu acho que tem músicas muito marcantes em outros ritmos. Eu uso bastante de ritmos bem brasileiros, vou na minha raiz, da coisa de ser do interior, de ser do Norte de Minas, então tem várias coisas que me atravessam ali em questão de ritmo, tem o congado mineiro que me atravessa, tem a música sertaneja”, revelou.
Em resposta ao Tracklist, a mineira comentou que durante a produção do álbum as músicas passaram por um processo minucioso de escolhas para saber quais delas entrariam ou não.
“Nesse disco, eu fui bem minuciosa, bem detalhista. De realmente entender se aquela música cabia naquele contexto, se valia a pena ela estar ali realmente, assim como cada barulho que tem em cada música, foi muito bem pensado. Será que esse barulho representa o que a gente quer (9:47) passar mesmo, ou a gente precisa buscar um outro barulho? Eu fui bem minuciosa nesse processo, inclusive na escolha das músicas, de colocar aquilo que eu queria”, disse.
Marina Sena também falou sobre as participações especiais em “Coisas Naturais”. As cantoras Gaia, Nenny e a banda Çantamarta marcam presença no álbum.
“São artistas que eu já gostaria de colaborar, não é nem uma atitude marqueteira. Na verdade, foi mais pela vontade de fazer música com essas pessoas mesmo, eu queria fazer música com elas e aconteceu assim de um jeito muito natural também”, destacou.
Para esse projeto, a cantora revelou que colocou em prática uma produção vocal nunca feita por ela em seus álbuns anteriores, levando-a gravar uma faixa por dia para chegar a perfeição que buscava na canção.
“Eu fiz um trabalho de produção vocal que nunca tinha feito antes. Nesse álbum, eu gravei uma música por dia. No álbum “De Primeira” como eu fazia? Soltava a música lá e eu cantava a música do início ao fim, do jeito que ficar, ficou, entendeu? Eu era assim, eu não ficava ‘essa parte eu tinha que fazer mais soprano. Depois, próxima. Eu gravava 3, 4 músicas num dia só”, explicou.
Ela prosseguiu: “Hoje em dia, nesse álbum eu não fiz isso mais. Queria trabalhar cada detalhe de cada frase, de cada palavra, de cada som que saía da minha boca. Tinha música que eu gravava frase por frase, porque eu achava que essa frase tinha que ser mais soprosa, já essa tinha que ser mais impostada. Foi um detalhamento de como minha voz tinha que funcionar em cada ponto da música e isso foi incrível”, finalizou.
“Eu acho que esse álbum tem muita música para o povo cantar”, definiu Sena sobre a percepção que o público terá sobre as faixas. Na entrevista, a cantora ainda revelou que artistas como Silva também concordaram: “Você tá querendo fazer o povo cantar, né?”, disse ele.
“Esse álbum tem músicas com características específicas de hino, parece que tá sendo cantado um hino na igreja. E em “Coisas Naturais” sinto que tem muitas, além de ser um álbum que tem muita energia com vários picos de energia e isso é muito bom pro show, né, porque dá uma dinâmica”, revelou.
No ano passado, Sena encerrou a turnê “Vício Inerente” em novembro com o início da despedida começando com duas apresentações memoráveis no Circo Voador, no Rio de Janeiro e o encerramento em São Paulo, na casa de shows Áudio — o mesmo palco onde a mineira deu início à jornada com seu novo álbum.
Para este ano, a mineira promete que a agenda de shows já está definida e a primeira apresentação acontecerá no dia 26 de abril, no Espaço Unimed, em São Paulo.
Não perca nenhuma novidade! Nos siga no X/Twitter, no Instagram e no TikTok.






