A expectativa era grande para o show de Tame Impala no Lollapalooza Brasil 2023. Afinal,...

A expectativa era grande para o show de Tame Impala no Lollapalooza Brasil 2023. Afinal, Kevin Parker, idealizador do projeto, divulgou semanas antes de suas apresentações na América do Sul que havia fraturado o quadril — porém, que iria manter os shows já agendados previamente.
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Dito e feito. Ao longo das últimas apresentações, Kevin Parker entrou ao palco de muletas e permaneceu sentado por boa parte do tempo. O mesmo aconteceu na apresentação brasileira, que ocorreu no Palco Chevrolet do evento neste sábado (25). Entretanto, a todo momento, o cantor demonstrou felicidade por estar presente – e o mesmo pode ser dito em relação ao público, que presenciou um espetáculo visual sem precedentes.
Pouco antes da apresentação, uma surpresa negativa: o grupo liberou apenas as três primeiras músicas para transmissão. Uma pena para quem não esteve ao vivo, que perdeu a chance de assistir a um dos melhores shows do Lollapalooza. Até o fechamento desta matéria, não houve uma explicação oficial para a decisão. Arriscado dizer, talvez, que um dos motivos diz respeito aos efeitos visuais, presentes de forma constante na apresentação e que são abrilhantados ao vivo.
Esse, aliás, é um dos grandes triunfos do Tame Impala, que navega pelo rock alternativo e psicodélico e incorpora seus elementos sonoros à performance ao vivo. A sensação entorpecedora é reforçada logo no começo do show, com um vídeo que simulava uma médica falando dos efeitos colaterais de “Rushium” — uma droga fictícia que leva o mesmo nome do último álbum do grupo — “Slow Rush” – que também denomina a turnê.
Efeitos psicotrópicos – com um quê de alucinógenos – foram incorporados ao telão ao longo do show, acoplados a batidas potentes dos instrumentos e dos sintetizadores que fazem parte da discografia do Tame Impala.
No setlist, músicas mais recentes, como “One More Year” e “Borderline”, assim como sucessos antigos — o caso de “Feels Like We Only Go Backwards”, “Mind Mischief” e “Elephant”, todas lançadas em 2012 no álbum Lonerism .
Também não faltaram canções de um dos discos mais famosos: “Currents”, de 2015. Faixas como “Eventually”, “New Person, Same Old Mistakes” e a clássica “The Less I Know The Better” levaram o público brasileiro ao delírio, em conjunto com uma explosão visual de luzes, lasers e flashes que iluminaram o recinto.
Com cerca de 1h20 de duração, o show foi o último da turnê “Slow Rush”. Nas palavras do próprio Parker, foi uma “sorte” ter terminado a tour por aqui, país cuja última visita foi em 2016, também no Lollapalooza.
O carinho pelo Brasil foi manifestado de diversas formas – entre elas, uma apresentação de “Alter Ego”, faixa de 2010 e que foi muito pedida nas redes sociais. A última vez que ela foi performada ao vivo foi em 2021, segundo o site setlist.fm.
“Não vamos demorar para voltar”, disse Kevin Parker antes de se despedir do público lotado do palco Chevrolet do Lollapalooza – público este que, certamente, aguarda ansiosamente por seu retorno.






