I Wanna Be Tour 2025 em Curitiba: veja como foi o festival

Por Luciana Lino e Manuela Sant'Ana - O I Wanna Be Tour deu seu pontapé...

Foto: Divulgação

Por Luciana Lino e Manuela Sant’Ana – O I Wanna Be Tour deu seu pontapé inicial em Curitiba nesse sábado (23). Foram cerca de 12 horas de festival na Pedreira Paulo Leminski com grandes representantes da cena emo nacional e internacional, que provou que ainda se mantém efervescente mesmo após seu ápice nos anos 2000. 

Como foi o I Wanna Be Tour em Curitiba? Veja destaques do dia

O evento começou às 11h com as bandas se dividindo em dois palcos, em apresentações que se intercalavam. A primeira a tocar foi Fake Number no palco “It’s a Lifestyle”, seguida por Glória no palco “It’s Not a Phase” e assim por diante.

Abrindo a ronda de shows internacionais, o Neck Deep se apresentou às 12:35. Pouco tempo depois, entrou o Story Of The Year – que, dentre os destaques, anunciou que lançará um novo álbum em breve. Quando perguntados pelo Tracklist, após a apresentação, sobre um spoiler do novo trabalho, o vocalista Dan Marsala brincou: “Se chama ‘Appetite For Destruction’ e os novos singles serão ‘Sweet Child O’Mine’ e ‘Welcome to The Jungle’”. Apesar da brincadeira, eles afirmaram que o disco está praticamente pronto, faltando apenas alguns detalhes, e que um novo single sairá nos próximos meses. O mesmo bom humor foi visto durante o show enérgico do grupo, que retornou ao Brasil após 12 anos. 

Por sua vez, The Maine voltou para seu 29º show no Brasil, dois anos desde a última vinda. A frequência não diminui a intensidade da apresentação nem a dos fãs fiéis, que interagem constantemente com o grupo. A troca é recíproca – um fã chamado Marcelo foi convidado para subir ao palco para cantar o refrão de “Girls Do What They Want”, incentivado pelo vocalista John O’Callaghan. Simpático, o cantor ainda mencionou o Deadfish, que se apresentou em seguida no palco “It’s Not a Phase”, levantando moshs na plateia e entregando sua característica energia. 

Logo após, The Veronicas começou com uma apresentação bastante performática. As irmãs Jessica e Lisa Origliasso integram números de dança com vocais poderosos e muita atitude. No setlist, variaram desde covers, como “Love Is a Battlefield”, de Pat Benatar, desde canções autorais, como “Hook Me Up” e o hit “Untouched”, que encerrou o show. 

Apresentações da noite impactam e emocionam

O calor que fez durante o dia em Curitiba pode até ter dado uma trégua durante a noite, mas a efervescência se manteve – a começar pelo Forfun, que iniciou o segundo round do evento. A banda do Rio de Janeiro mesclou seu som característico de pop rock com reggae, trazendo intensidade à apresentação. Ao final, o vocalista Danilo Cutrim incentivou a abertura de um mosh no público e relembrou que Curitiba foi a primeira cidade fora de seu estado natal a receber os shows do grupo. 

O mesmo aconteceu com a Fresno, só que saindo do Rio Grande do Sul. No show, o vocalista Lucas Silveira lembrou emocionado do início da trajetória da banda e passeou por sucessos de diferentes eras, como “Quebre as Correntes”, “Eu Nunca Fui Embora” e “Milonga”. Em uma das apresentações mais engajadas do festival, Lucas ainda brincou e agradeceu à produtora 30e por terem escalado a Fresno “na hora da janta”, fazendo uma alusão ao fato da banda ter tocado de manhã no I Wanna Be Tour 2024. 

Em seguida, o Yellowcard trouxe sucessos como “Lights and Sounds” e “Ocean Avenue” recebendo grande respaldo do público, além de tocarem canções de seu novo álbum, “Better Days”, que será lançado em outubro. 

Já o Good Charlotte era um dos nomes mais aguardados da noite, uma vez que não vinham ao Brasil desde 2004. Recebidos com grande entusiasmo, o vocalista Joel Madden conversou com o público e se demonstrou animado com a recepção, frisando por mais de uma vez que aquele era um dos melhores shows da carreira da banda. 

No show, o Good Charlotte passeou por sua discografia, trazendo músicas do novo álbum, “Motel Du Cap”, mas também relembrando clássicos dos seus quatro primeiros álbuns: o auto-intitulado (2000), “Young and The Hopeless” (2022), “Chronicles of Life and Death” (2005) e “Good Morning Revival” (2007). Com um palco bem estruturado, a banda soube utilizar muito do telão para proporcionar identidade (e intensidade) visual a cada música, remetendo aos clipes e às letras das canções.

Por fim, a última apresentação da noite foi do Fall Out Boy, pela primeira vez em Curitiba. O show começou com recepção calorosa dos fãs, que aguardaram o dia inteiro pelo grupo, com a música “Love From The Other Side”, single do novo álbum “So Much (For) Stardust” (2023) que os trouxe de volta ao Brasil.

A setlist passeou entre diferentes eras do FOB, sem deixar nenhum hit de lado, como “Sugar We’re Goin Down”, “Grand Theft Autumn/Where Is Your Boy”, “I Don’t Care”, “Dance, Dance”, “Thnks fr th Mmrs”, “Centuries” e mais. A surpresa da noite foi a música escolhida por meio da Magic 8-ball, uma b-side do disco “Infinity on High” (2007): “G.I.N.A.S.F.S.”. O vocalista Patrick Stump e o baixista Pete Wentz agradeceram a plateia, comentando como era bom estar de volta ao Brasil. A última passagem do grupo por aqui foi no Rock in Rio 2022.

O show se encerrou com “Saturday”, do primeiro álbum do Fall Out Boy, “Take This to Your Grave” (2003), com Pete descendo até a o público para cantar com as pessoas que estavam ali na grade, em meio a uma chuva de papel picado. A banda se despediu com fogos de artifício que decoraram o céu da Pedreira em Curitiba.

I Wanna Be Tour continua

O festival agora segue para São Paulo, no Allianz Parque, dia 30 de agosto (sábado). O line-up e os palcos serão os mesmos, com horários diferentes para cada atração. Você pode conferir como comprar ingressos e todos os detalhes clicando aqui.

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