Por Luciana Lino e Silvana Sousa — Em sua quinta passagem pelo Brasil, a banda...

Por Luciana Lino e Silvana Sousa — Em sua quinta passagem pelo Brasil, a banda Green Day incendiou o Palco Skyline do The Town 2025 neste domingo (07), em São Paulo, com uma performance ovacionada pelo público. Recheado de clássicos, o show não apenas reafirmou o peso histórico do trio californiano, como também entrou para a história do festival.
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Acostumados a grandes públicos, a banda mostrou a que veio logo nos primeiro minutos com os hits “American Idiot” e “Holiday“, que levantaram o público. Na sequência, com “Know Your Enemy“, Billie Joe Armstrong surpreendeu ao convidar uma fã para subir ao palco, criando um dos momentos mais memoráveis da noite. O setlist de abertura ainda contou com “Boulevard of Broken Dreams”.
A apresentação passou por diversas eras, bem como trouxe um pedaço da turnê Saviors, do álbum mais recente do grupo. Lançado em 2024, o disco se destaca pelas intensas críticas sociais e políticas. Para além do setlist impecável, o carisma e energia do grupo foram um show à parte: o vocalista Billie Joe é um verdadeiro showman, mas Tré Cool e Mike Dirnt não ficam atrás no quesito carisma e dão fôlego e energia à apresentação
Antes de tocar “Hitchin’ a Ride”, a banda surpreendeu o público ao tocar a introdução de “Iron Man“, do Black Sabbath. Billie Joe Armstrong foi ovacionado ao estender a bandeira brasileira com o símbolo da banda, um gesto que reforçou a conexão da banda com os fãs brasileiros. Em seguida, as clássicas “Minority” e “Basket Case” provocaram verdadeiras rodinhas punk na plateia, com palmas e uma catarse coletiva que tomou conta do festival.
A intensidade seguiu com “When I Come Around”, quando o tradicional dirigível com a frase “Bad Year”, inspirado na identidade visual do álbum Dookie (1994), flutuou sobre o público, provocando a memória afetiva dos fãs mais antigos do trio.
Em “Wake Me Up When September Ends”, a plateia emocionou e cantou em uníssono, criando um contraste marcante com a energia explosiva de “Jesus of Suburbia”, mantendo a adrenalina e o espírito punk do show até os últimos acordes.






