Falta fôlego, mas sobram hits e carisma no show de Katy Perry no The Town

Por Lucas Wilker e Luciana Lino - Após incendiar o Rock in Rio em 2024,...

Katy Perry traz turnê "Lifetimes" ao The Town. Foto: Isabella Zeminian

Por Lucas Wilker e Luciana Lino – Após incendiar o Rock in Rio em 2024, Katy Perry voltou ao Brasil neste domingo (14) como uma das headliners mais aguardadas do The Town 2025. No Palco Skyline, a cantora apresentou um show que mesclou sucessos que marcaram sua carreira e faixas de seu novo álbum, 143, lançado no ano passado e inspirado por sonoridades eletrônicas e dançantes.

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O espetáculo, que abriu a turnê brasileira antes de passar por Curitiba (16) e Brasília (19), chegou com estética futurista: figurinos metálicos, capacetes, luzes de led e uma cenografia que remete à inteligência artificial e ao universo robótico, em sintonia com a proposta do novo disco.

Setlist de Katy Perry no The Town é diversa

Katy iniciou a noite com “Artificial” e manteve o público em êxtase com “Chained to the Rhythm” e “Teary Eyes”. Mas foi em “Dark Horse” que surgiu um dos momentos mais brasileiros da apresentação: o público reviveu o famoso meme “Meu nome é Júlia”, entoado em uníssono e já tradicional nos shows da artista no país.

Apesar da energia, o espetáculo careceu da mesma catarse do Rock in Rio, quando Katy estreou 143 no mesmo dia do lançamento do álbum. O palco adaptado, com estrutura reduzida em comparação à turnê internacional, e as longas interludes para troca de figurino quebraram parte do ritmo.

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Ainda assim, o setlist foi repleto de destaques. A cantora incluiu “Woman’s World”, “Nirvana”, “Crush” e “I’m His, He’s Mine”, além de dar voz ao público com um QR Code que permitiu escolher uma música fora da lista oficial. A escolhida da vez foi “Harleys in Hawaii”, que Katy interpretou de forma intimista, mesmo desafinando em um dos momentos altos.

Clássicos, afeto e bandeiras

A viagem pelas diferentes fases de sua carreira teve espaço garantido. “California Gurls”, “Teenage Dream”, “Hot N Cold” e “Last Friday Night (T.G.I.F.)” incendiaram a plateia, que respondeu com gritos de “Katy Perry, eu te amo”. Emocionada, a cantora rebateu: “o que eu fiz para merecer todo esse amor do Brasil?”.

Com “I Kissed a Girl”, dedicada às pessoas LGBTQIA+, Katy ergueu a bandeira da comunidade no palco e reforçou sua conexão com o público queer. Mais tarde, chamou um fã brasileiro, André, para participar da performance em “The One That Got Away”, em um dos momentos mais emocionantes da noite. Entre brincadeiras, André ensinou a diva a falar “eu sou gostosa” em português, ao que Katy declarou: “os meus maiores fãs estão no Brasil”.

Na reta final, vieram hinos como “Wide Awake”, “E.T.”, “Part of Me”, “Rise” e “Roar”. Antes do desfecho apoteótico com “Firework”, Katy ainda apresentou “Daisies”, “Lifetimes” e “All the Love”.

Mesmo sem a grandiosidade de sua estreia do álbum no Rio, Katy Perry entregou no The Town um espetáculo marcado por carisma, interação e uma setlist que percorreu todas as suas eras.

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