Entrevista: FOTO EM GRUPO fala sobre show no Lollapalooza Brasil e mais

A banda se apresenta no festival de música neste sábado (21)

Foto: Divulgação

A banda FOTO EM GRUPO se prepara, atualmente, para um grande show no Lollapalooza Brasil 2026! O quarteto se apresenta no festival de música neste sábado (21), no Palco Samsung Galaxy – e divide a programação do dia com nomes como Chappell Roan, Skrillex, Lewis Capaldi, MARINA e Agnes Nunes.

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O supergrupo de pop rock é formado por nomes já conhecidos na indústria. A banda é composta por Ana Caetano (do duo ANAVITÓRIA); Pedro Calais e Zani (integrantes do Lagum); e João Ferreira (da banda Daparte).

O projeto musical foi oficialmente apresentada em agosto de 2025 – junto ao anúncio do line-up oficial da nova edição do Lollapalooza Brasil. Agora, após o lançamento de um álbum de estúdio (que também carrega o nome da banda) e uma pequena turnê, o quarteto se prepara para uma apresentação no grande festival brasileiro.

Em entrevista recente ao Tracklist, o FOTO EM GRUPO falou sobre os preparativos para o show no Lolla BR, as origens do grupo e mais. Confira a conversa abaixo!

Entrevista: FOTO EM GRUPO

Vocês se apresentam no Lollapalooza Brasil neste sábado. Como que está sendo esse processo pré-show – e o que o público pode esperar dessa apresentação?

Ana: “A gente já está preparando esse show desde o comecinho do ano. Na verdade, fizemos nossos primeiros shows nessa época, durante a nossa primeira turnê, que também serve como base para o show do Lolla. Acho que uma coisa ou outra vai ser diferente por causa do tempo, mas a preparação começou ali. É um show bem gostoso de fazer, bem divertido, e a gente vai tocar o nosso disco. Acho que é isso”.

Vocês comentaram da setlist, e eu queria saber se, além das faixas do álbum de estreia de vocês, o público pode esperar alguma surpresa.

Zani: “Cara, a gente normalmente toca as músicas do nosso álbum e também algumas dos nossos projetos principais. Acho que os shows que fizemos em janeiro e fevereiro foram mais longos do que o que vamos apresentar no Lolla. Então, vamos tentar mesclar o que mais funcionou com o que a gente mais gosta. É meio por aí: uma curadoria de repertório entre os nossos projetos principais, mas tocada de uma forma diferente do que fazemos neles. Acho que esse é um tchan legal do show”.

Vocês já tem bagagem em festivais com os outros projetos musicais de vocês. Mas, agora com essa configuração, não deixa de ser uma experiência inédita. Então quais são suas expectativas para esse evento em específico?

João: , acho que é se divertir no palco e conseguir manter esse clima descontraído que a gente tem cultivado na convivência e nos shows. É algo que a gente tem gostado muito de fazer, sabe? Desde que nos juntamos, todos esses shows serviram para mostrar que a nossa força também está muito nesse lugar: antes de qualquer coisa, a gente é muito amigo, e isso é bem transparente no palco”.

“Acho que, se a gente conseguir – e estamos trabalhando para isso – transmitir toda essa energia lá no Lola, já vai ser o nosso objetivo se concretizando, um sonho de banda se tornando realidade. No fim das contas, o que a gente mais quer é se divertir bastante e criar uma memória muito legal, tanto para a gente quanto para o público”.

Falando um pouco da banda no geral, vocês já comentaram que são muito amigos e que já faziam som juntos; mas ter todos reunidos em um grupo é algo novo. Então, queria saber como surgiu a ideia do FOTO EM GRUPO, e como vocês chegaram a esse nome.

Pedro: “O FOTO EM GRUPO surgiu a partir de vários momentos. Antes de tudo, eu e Zani sempre compusemos juntos dentro da Lagum. O João e a Ana vêm compondo juntos desde 2020. Eu também compus com a Ana para a gente fazer um feat, e tive a experiência de morar com o João e compor com ele. Então já existiam esses cruzamentos de composição. E eu já tinha conversado com a Ana sobre ter um projeto paralelo. e também com o João sobre fazermos algo juntos. Quando nos reunimos para compor, inicialmente a ideia era criar para os nossos projetos principais, tipo: ‘Isso aqui pode ir para a Lagum’, por exemplo. Só que, nos primeiros encontros, a gente criou coisas muito legais, com uma sonoridade que já apontava um caminho, um conceito”.

“Com tudo isso que já tinha sido conversado, esses projetos em potencial entre diferentes combinações, me pareceu muito natural que aquilo se tornasse um projeto próprio. Pela estética que estava surgindo ali, desde o momento em que nos juntamos, tudo indicava isso. Para mim, foi como uma mesa posta: era só sentar e fazer acontecer. Talvez os outros tenham outra leitura, mas essa é a minha visão”.

“E o nome FOTO EM GRUPO surgiu com a Ana. Ela foi a uma exposição e viu o nome de uma obra que era justamente uma foto em grupo – um grupo de pessoas retratadas juntas. Ela achou interessante e sugeriu inicialmente ‘Retrato em Grupo’, mas a gente achou meio estranho. Aí chegamos em FOTO EM GRUPO, que também é curioso, mas tem uma sonoridade melhor. É um nome engraçado, mas que faz sentido: parece registrar esse momento, esse conjunto de pessoas – que talvez não é tão improvável, mas ainda assim especial – reunidas nesse enquadramento, nesse recorte das nossas vidas, que acabou se alinhando para dar origem a esse projeto”.

E, bom, vocês tiveram que reunir estilos distintos para chegar à sonoridade de uma nova banda. Então, além disso, quais vocês diriam que foram as maiores influências que ajudaram a construir essa sonoridade? E como elas aparecem no trabalho da banda?

Zani: “Ah, eu acho que é algo que a gente sempre comenta. Hoje em dia, como consumimos muita playlist, com estilos bem diferentes misturados, cada um acaba trazendo uma bagagem quase infinita de referências para cada música que a gente faz. No início, quando ainda nem era uma banda, e a gente só estava compondo, as duas primeiras músicas que criamos tinham um sabor bem diferente do que o projeto acabou se tornando depois”.

“Durante a produção e a composição, era muito de ‘olha isso aqui’, ‘olha aquilo ali’, cada um trazendo referências completamente distintas. Tem MPB, tem reggae, tem rock ‘n roll… A gente falou de The Rolling Stones, mencionou várias outras coisas bem diferentes entre si – e acho que é justamente disso que se trata. Hoje em dia, é muito difícil fugir dessa mistura, pela quantidade de coisas diferentes que a gente ouve. Então é complicado dizer que pensamos especificamente em uma banda ou outra para criar o som. Acho que isso surge de forma muito natural, a partir de tudo o que a gente consome e das referências diversas que cada um carrega”.

Vocês já estão acostumados a trabalhar nos próprios projetos e, mesmo tendo colaborado antes, agora se reuniram para criar um álbum completo. Como foi a experiência desse processo de criação do álbum de estreia da banda? Vocês sentiram que algo mudou? Como foi?

Zani: “Acho que o maior desafio foi ouvir as bobagens do Pedro com o João o tempo inteiro, sem parar. Para mim, esse foi o maior desafio”.

João: “O maior desafio foi o Zani não entrar na pilha”!

Pedro: “Para mim, essa foi a maior facilidade”.

Zani: “Mas acho que é justamente isso que traz a graça – e ficou até meio pretensioso falar assim, né? A gente não fez o álbum de uma vez só. Passamos o Réveillon juntos, tivemos vários encontros e viagens, e produzimos o álbum numa fazenda, durante as férias. Acho que isso possibilitou essa vibe. É isso que dá o caldo do negócio, o ‘molho'”.

E vocês têm alguma história marcante dos bastidores que vocês poderiam compartilhar?

João: “Tem a história do tamanduá”.

Ana: “Essa é ótima”!

Zani: “Estava Eu, a Ana e o Pedro. A gente estava saindo do estúdio, por volta de uma da manhã. Era realmente no meio do mato, depois de um dia longo de gravação. O estúdio ficava numa casinha lá embaixo, e a gente estava hospedado em outra, mais acima. Nesse caminho, eu, a Ana, o Pedro e o Manteiga – que é o cachorro da Ana – estávamos voltando para casa quando, de repente, avistei um animal enorme”.

“E já tinha esse aviso do proprietário: ‘Cuidado com os tamanduás, às vezes aparecem por aí’. Quando vi o bicho, parei na hora e falei: ‘Galera, para, tem um bicho gigante aqui na nossa frente'”.

João: “Disseram que ele tinha uns dois metros de altura por dois de largura… pelo que ouvi, era enorme mesmo”.

Zani: “Foi um momento de tensão. A gente não conseguia entrar em casa, e o bicho estava lá. Começamos a gritar, o cachorro ficou solto…”

Ana: “[A gente] gritando: ‘Protege o Manteiga! Protege o Manteiga!’ [risos]”.

João: “Do jeito que falaram, esse tamanduá dava conta de acabar com a banda inteira – menos eu. Eu que ia sobreviver”!

Para finalizar, o que o público pode esperar de vocês após o Lollapalooza?

João: “Ah, tomar uma ali, né? Fazer uma fotinho ou outra”.

Pedro: “Vamos lançar o segundo e o terceiro álbum”

João: “É, vamos lançar o segundo e o terceiro de uma vez, assim”.

Ana: “Ué, achei que a gente tinha combinado que eram seis discos no total. A gente assinou um contrato de no mínimo cinco discos para entregar”.

João: “E no máximo sete”.

Pedro: “Eu acho que são cinco discos, porque é o seguinte: o primeiro é do FOTO EM GRUPO, o segundo é da Ana, o terceiro é do João, o quarto é do Zani e o quinto é o meu. Cada um faz o seu. Podemos fazer isso? Acho uma ótima ideia: cada um comanda um”.

João: “O próximo é o do Zani, hein? Já está decidido. O Zani faz o próximo”.

Pedro: “No pós-Lolla, o João também vai lançar o trabalho solo dele”.

João: “É isso, é isso”.


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