Entrevista: d4vd fala sobre Brasil e novas músicas a caminho 

Conhecido pelos hits “Romantic Suicide” e “Here With Me”, d4vd veio ao Brasil pela primeira...

Mariana AlvesEntrevistas16 de junho de 2025

Foto: Divulgação

Conhecido pelos hits “Romantic Suicide” e “Here With Me”, d4vd veio ao Brasil pela primeira vez para divulgar seu novo álbum “WITHERED”. Em São Paulo, o artista fez um show para fãs e convidados, onde cantou sucessos, músicas novas e recebeu muito carinho dos fãs. 

O Tracklist esteve presente no show e também conversou com d4vd, que contou como tem sido sua primeira passagem no país. Ele falou sobre as camadas de vulnerabilidade do seu álbum de estreia e revelou que vem trabalhando na versão deluxe dele aqui no Brasil. Confira o bate-papo completo! 

Entrevista com d4vd na íntegra

TRACKLIST: É a sua primeira vez no Brasil! Como tem sido pra você? 

d4vd: Sim, primeira vez. Tem sido bom! Boa comida, boas pessoas. Tudo muito legal. 

TRACK: Eu estava no seu show e as pessoas estavam muito animadas! Como tem sido conhecer os fãs brasileiros? 

É incrível, todo mundo é muito legal e eles me deram vários presentes. O apoio de todos aqui é muito doido, eu gosto que vocês amam as músicas mais upbeat também. Nos outros lugares que vou as pessoas gostam mais das músicas tristes, mas aqui vocês são tipo “dança, dança, dança”. Eu amo aqui!

TRACK: Sim! Os brasileiros têm muita energia, não importa qual seja a música. Quando você perguntou para os fãs qual comida brasileira você deveria experimentar, eles disseram coxinha. Você provou?
Sim! Eu provei. É bom, é bem diferente, eu nunca tinha provado nada parecido, mas é muito bom! 

TRACK: E a cidade, você teve tempo de passear? 

Eu fui ao Beco do Batman, com os grafites e as artes. Eu gostei muito!

TRACK: Eu quero falar sobre o seu novo álbum, “WITHERED”. O que você sente que mais mudou desde o seu primeiro EP até esse momento? 

Maturidade artística. O meu primeiro EP era mais como uma coleção de músicas, como um compilado. Mas como “WITHERED” é mais como uma história completa da minha vida nos últimos 3 anos, onde eu falo sobre eu mesmo pela primeira vez, fui vulnerável e permiti que os fãs mergulhem na minha vida pela primeira vez. É incrível! 

TRACK: Os fãs realmente se conectam com as letras, especialmente a gen Z e pessoas jovens como você. O que você acha que é a coisa mais importante para criar essa conexão com eles? 

Acredito que é se manter identificável e muito humano. Eu sinto que faço essas músicas super tristes e as pessoas esperam que eu seja esse cara super misterioso e triste, mas acho importante também me manter divertido e manter a minha personalidade como uma parte importante disso também, é muito importante para despertar nas pessoas a vontade de ouvir as minhas músicas e de realmente me conhecer. 

TRACK: Você já pontuou que é importante ouvir o álbum em ordem. Por que isso é importante para a história que você está contando e como você imagina os fãs ouvindo?

Eu penso nele como um filme, ou mais como um livro, que você precisa ler página por página, capítulo por capítulo, e as músicas ficam progressivamente mais tristes (risos), e te faz entender como os estágios de um relacionamento e da vida vão passando, sabe? Você começa de um lugar, às vezes você se perde no meio, mas inevitavelmente você vai acabar no mesmo lugar. Um lugar melhor ou pior depois. Então eu queria que os fãs ouvissem ele inteiro desse jeito. 

TRACK: E qual é a sensação de ser tão aberto e vulnerável nas suas músicas? 

No começo era difícil, eu estava muito assustado de fazer isso quando estávamos gravando. Mas então eu entendi que os fãs precisam disso, as pessoas precisam disso para conseguirem se identificar comigo em um nível mais profundo, com certeza. 

TRACK: Sem dúvidas! E sobre a parte visual do seu trabalho? Como você tenta traduzir tudo isso para clipes, por exemplo? 

Eu amo a parte visual, amo contar histórias através das coisas que a gente pode ver, e eu amo o contraste entre minha música e meus visuais. Eu acho que, se tenho uma música triste, eu posso fazer um videoclipe maluco, e se tenho uma música feliz, posso fazer um clipe mais triste. Então eu gosto de ter certeza de que as emoções estão alinhadas e manter as coisas sempre novas e atuais. 

TRACK: Você pode nos contar se a versão deluxe do álbum vai mesmo acontecer? 

Tá vindo! Eu tenho trabalhado nessa versão aqui no Brasil. Escrevi três músicas ontem e mais algumas nessa manhã. 

TRACK: Vamos ter músicas felizes? 

Vamos ter várias músicas felizes na verdade! Algumas músicas de amor, outras com vibes de verão. 

TRACK: E alguma referência brasileira? Você ouve músicas brasileiras?
Eu ouço a Anitta. Talvez eu mande um salve para São Paulo em alguma música! 

TRACK: Para finalizar: se você tivesse que escolher três músicas para ser a tracklist da sua vida, quais você escolheria?
“Here With Me”
, minha; “BIRDS OF A FEATHER”, da Billie Eilish; e… mais uma… isso é difícil. A última seria “Bad Habit”, do Steve Lacey

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