“BTS: O Reencontro”: o que esperar do documentário do grupo?

O longa-metragem chega ao catálogo da plataforma nesta sexta-feira (27)

Foto: Divulgação / Netflix

O texto a seguir contém spoilers.

A Netflix divulga, na próxima sexta-feira (27), o documentário “BTS: O Reencontro” – que acompanha a preparação do grupo para seu comeback triunfal. O Tracklist ganhou acesso antecipado ao título, e te contamos, abaixo, o que esperar do filme!

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Dirigido por diretor Bao Nguyen (também conhecido por seu trabalho em títulos como “O Freelancer: O Homem por Trás da Foto”, “A Noite que Mudou o Pop” e mais), o longa-metragem segue o BTS enquanto os integrantes se reúnem novamente para seu esperado reencontro.

Após concluírem o serviço militar obrigatório na Coreia do Sul, em 2025, os sete membros se reencontram em Los Angeles, Estados Unidos, para criar música juntos – o que resultou na criação do álbum “ARIRANG”, lançado no dia 20 de março.

O filme-documentário apresenta, então, um retrato íntimo e emocionante de um período da carreira do septeto (formado por RM, Jin, SUGA, j-hope, Jimin, V e Jung Kook); tudo enquanto eles encaram questões silenciosas: como recomeçar, honrar o passado sem ficar preso a ele e seguir em frente como um grupo.

O que esperar do documentário “BTS: O Reencontro”, da Netflix?

Reflexões sobre o passado

Em determinado momento do filme, os membros aparecem reunidos em uma sala para assistir à algumas gravações antigas: vídeos de entrevistas e bastidores da época do debut do grupo, dance practices e trechos de shows; traçando um paralelo entre a primeira performance da banda, em 2013, até o último show antes do do anúncio da pausa, em 2022.

Enquanto assistiam aos flashes do passado, os integrantes pareciam reflexivos. Por fim, eles fizeram um brinde. “Vou apreciar esse coquetel vendo meu eu mais jovem”, disse Jung Kook. Já j-hope declarou: “Aquele é você, mas esse também é”.


Ponderações pós-Exército

A conclusão do serviço militar por parte dos integrantes do BTS abriu caminho para as diversas possibilidades do grupo no futuro, mas plantou, também, inseguranças e incertezas sobre o caminho a ser trilhado.

Esses sentimentos conflitantes estão presentes durante todo o filme, e são abordados pelos membros de diferentes formas. RM, por exemplo, usou uma analogia entre Cronos e Kairós para explicar o momento atual e o período no Exército.

“Eu odeio ficar preso a uma rotina. O que é engraçado, porque passamos um ano e meio no Exército. E agora, parece tão distante. Parece que nunca estivemos lá”, disse ele. “Na Grécia Antiga, havia duas maneiras de pensar sobre o tempo: uma é Cronos, e outra é Kairós. No Exército, fazíamos a mesma coisa todo dia; o tempo só passava. Isso foi Cronos. Mas aqui, em Los Angeles, passando tempo com os membros, minha segunda família… isso parece Kairós. O tempo se estende, e você sente a impermanência dele”.


Como nasceu o tema “ARIRANG”

Enquanto os membros trabalhavam em músicas para seu futuro quinto álbum de estúdio, surgiram questionamentos sobre qual temática e direcionamento deveriam ser seguidos para o projeto. RM chegou a declarar que se sentia perdido em relação ao tema geral do disco.

Foi então que a diretora executiva de criação da BIGHIT Entertainment, Boyoung Lee, propôs uma referência à origem da canção folclórica “Arirang”. É contextualizado, então, que a primeira gravação da música foi realizada por um grupo de sete coreanos que estudaram em uma universidade dos EUA em 1896.

Lee explicou, ainda, que não há uma definição completa para a palavra – mas que a música retrata o desejo de estar com pessoas queridas. A diretora sugeriu que o tema pode ter uma ligação com a história do BTS e sua paixão pela música e seus fãs.

A referência agradou os integrantes; e, desta forma, foi estabelecida a principal ideia do álbum. Durante a reunião, o presidente da HYBE, Bang Si-Hyuk, ainda sugeriu que o termo “Legado Contínuo” seria o ideal para seguir com o projeto.


Detalhes da produção do álbum

Gravado durante a estadia do boygroup em Los Angeles, o documentário tem como foco principal a produção do disco de retorno do BTS. Portanto, grande parte do longa-metragem é dedicada aos momentos criativos dos integrantes.

O público pode aguardar, então, diversas cenas de sessões de composição; reuniões criativas e sessões dos membros no estúdio – com detalhes sobre a criação de músicas como “SWIM”, “Aliens” e “Body to Body”.

A produção também mostra as complicações que surgiram durante o processo. Em uma reunião, SUGA e RM demonstraram insatisfação quanto à inclusão de letras em inglês no disco. “Queremos mais letras em coreano. Tem muito inglês no momento”, disse SUGA.

O líder do grupo completou: “A autenticidade é especialmente importante para este álbum”. No entanto, Nicole Kim, vice-presidente da BIGHIT Music, argumentou que a decisão seria importante para que “o álbum tenha alcance global”.

A faixa “Body to Body” também causou um impasse. Durante a criação do álbum, os membros tiveram dúvidas sobre qual versão da música escolher: uma em que o sample de “Arirang” é mais curta; e outra em que a canção se estende por um intervalo maior. Por fim, o presidente da empresa, Bang Si-hyuk, defendeu o uso da versão longa, e disse: “Acredito que vocês têm muito mais a ganhar, sem perder muito musicalmente”.


O que une o BTS

Além de acompanhar os detalhes da produção do álbum “ARIRANG”, os fãs poderão assistir os sete integrantes em momentos mais casuais. Durante o documentário, há cenas individuais dos artistas em atividades como tênis, aula de cerâmica e visita a um museu.

E, claro, estão inclusos alguns momentos de lazer de todo o grupo – como uma ida dos sete integrantes à praia; uma tarde na piscina e refeições em conjunto. Os momentos mostram, de forma direta e simples, a afinidade e ligação entre eles.

Ao fim do documentário, RM reflete: “Fazer parte de um grupo como o BTS é como usar uma coroa grande e magnífica. Às vezes, o peso da coroa é demais pra carregar, e fica difícil de usá-la […] Mas não estamos fazendo isso sozinhos. Nós sete juntos, caminhando de mãos dadas… sei que podemos superar qualquer coisa”.


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