Bruno Leandro apresenta “Roma” e inaugura fase mais conceitual com narrativa sobre fim de ciclo

Ao Tracklist, artista revelou inspiração por trás da faixa

Foto: Divulgação

Tem término que é silencioso. Outros viram espetáculo — mesmo que só dentro da cabeça de quem ainda não conseguiu sair dele. É justamente nesse lugar entre o íntimo e o grandioso que o cantor e compositor Bruno Leandro constrói “Roma”, seu novo single.

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A faixa, que ganhou um vídeoclipe oficial nesta sexta-feira (27), marca o início de uma fase mais conceitual em sua trajetória. Aqui, o término o término deixa de ser um evento isolado e ganha escala quase histórica.

Com composição do próprio artista, produção de maBê (Angorá Music) e direção artística de Luan Soeiro, “Roma” narra conflitos internos e externos a partir da perspectiva de um fim de ciclo — daqueles que não acabam de uma vez, mas desmoronam aos poucos.

Ao longo de sua trajetória, Bruno Leandro, de 26 anos, acumula cinco anos de carreira, com um EP lançado e diversas apresentações. Como artista independente, já colaborou com produtores que trabalham com nomes como Pabllo Vittar, Carol Biazin e Marina Sena.

Clipe de “Roma” reforça nova fase conceitual de Bruno Leandro

Em resposta ao Tracklist, o artista revelou que a inspiração para a música veio de uma experiência real. Bruno vivia um desencontro afetivo enquanto se encontrava com alguém em um tradicional restaurante italiano chamado “Roma”, em Brasília.

A percepção de que ele ainda estava “naquele mesmo restaurante”, preso àquela história, enquanto a outra pessoa já seguia sua vida, foi o ponto de ruptura que deu origem à composição.

“O nome do restaurante me remeteu imediatamente à cidade de Roma. Eu precisava trazer essa atmosfera para a música. Me afundei nos livros de história para buscar referências que dialogassem tanto com o que eu estava vivendo quanto com essa ambientação”, explicou o artista.

A partir daí, a faixa expande seu significado. A simbologia da capital italiana — marcada por impérios, ruínas e ciclos históricos — ecoa na narrativa e reforça a ideia de grandeza emocional seguida de queda.

Não por acaso, a música também dialoga com referências como Nero, figura frequentemente associada ao incêndio de Roma. Aqui, a imagem funciona como metáfora: enquanto tudo desmorona, resta apenas assistir ao que ainda está queimando.

Confira, abaixo, o trabalho audiovisual:


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