O que é bom deve ser lembrado: Songs About Jane

Para comemorar os 14 anos do lançamento do álbum de estreia do Maroon 5, vamos...

Redação TracklistNotícias25 de junho de 2016

Para comemorar os 14 anos do lançamento do álbum de estreia do Maroon 5, vamos fazer um re-review do álbum pegando as influências e inspirações, livre de fanatismo e criticismo, apenas mostrar porque ele precisa ser lembrado.

O álbum ‘Songs About Jane’ surgiu após o fracasso do ‘The Fourth World’ ainda sob o nome de Kara’s Flowers, a troca de gravadora, troca de produtor e adição de um novo membro (na contagem somam 5: Adam Levine, Mickey Madden, Ryan Dusick, Jesse Carmichael e, o novo integrante, James Valentine).

a3802812-e472-420e-8bec-3db673f6e65aO disco intitulado para uma ex-namorada do Adam, juntou toda a musicalidade norte-americana misturando o velho com o novo, o jazz e o R&B, o pop e o rock, os anos 70 e os anos 2000, além da bossa nova, que os integrantes já confirmaram ser inspiração para várias músicas. Sob novo nome – Maroon 5 – a banda buscava aceitação em meio ao cenário musical por isso o álbum precisava ser comercial, eles não iam sustentar outro fracasso, a famosa frase “é agora ou nunca” se encaixava perfeitamente no contexto e acredito que eles devem tudo isso a Jane, que deu um pé na bunda do Adam e o inspirou (claro que todos do grupo e os produtores têm crédito nisso mas é maravilhoso romantizar).

‘Songs About Jane’ não é um álbum legendário mas é um álbum memorável que teve a proeza de apresentar o quinteto ao mundo e nos deixar algumas #LoveSongs para os melhores e piores momentos da vida. ‘SAJ’ mescla rock e balada romântica, em 12 músicas que alternam quase que perfeitamente os estilos. A voz e o carisma do vocalista, Adam Levine, junto com uma música boa e agradável, foram determinantes para o sucesso do álbum e da banda.

O que mais impressiona no álbum é a clareza. Por ter influência do jazz e do rock, os instrumentos são bastante audíveis e diferenciáveis, o que nos permite imaginar que estamos no próprio show da banda ou que eles estão cantando ao vivo exclusivamente para nós.

O álbum começa em uma pegada mais pop rock, que veio a se tornar o estilo predominante na banda posteriormente. O single ‘Hard To Breathe’ é uma canção forte e manda uma mensagem clara a ex-namorada do Adam. “Você suga minha energia e me faz perguntar porque eu ainda estou aqui” como a própria letra diz, mostrando todas as fases de um relacionamento conturbado e insustentável.

A segunda música do álbum também se tornou single e acumulou alguns prêmios entre eles o de música mais escutada do ano de 2004 e o Grammy de “Melhor canção feita por um Duo ou Grupo” de 2006. “This Love” é a mais ou uma das músicas mais relaxantes do disco, onde o rock dá lugar a um estilo mais balada romântica, onde dançar colado não é opção, é dever.

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Na sequência, “Shiver” não se tornou single e tampouco sucesso mundial mas não é nem de longe uma música ruim, ela compõe o álbum belissimamente e esconde sua beleza em favor das outras faixas. Na letra, em um momento de fraqueza, Adam está disposto a perdoar a tal Jane, mesmo sabendo que ela o fará sofrer novamente. P.S.: Atentar para os vocais do Levine, que estão mais agudos que nunca e afinadíssimos.

“She Will Be Loved” foi sucesso disparado nos anos 2000, virou referência de balada romântica, ganhou aclamação da crítica especializada, além de encantar os ouvidos e a cabeça das pessoas até hoje. O carisma do Adam Levine precisou ser levado ao extremo, para que conduzisse a letra da música com sensualidade, nostalgia inesperada e coração aberto, tudo executado com perfeição.

A quinta faixa do ‘SAJ’, ‘Tangled’, não acumulou sucessos mas não deve ser ignorada, pois mantém o álbum em equilíbrio, não quebra a harmonia do disco que está em um momento dual: amar ou não amar, sofrer ou esquecer, os pensamentos cotidianos dos apaixonados.

“The Sun” é uma das favoritas da banda e esteve no setlists dos shows até 2011. Embora não tenha virado single, ela tinha potencial, pois o refrão é simples e fixa na cabeça. Talvez o motivo do não-sucesso seja a música seguir uma linha mais acústica, nem balada romântica, tampouco um rock, basicamente um sleeping hit (aquela música que você ouve para relaxar ou quando está prestes a dormir).

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“Must Get Out” foi o quinto e último single do ‘Songs About Jane’ e embora não tenha alcançado o sucesso dos singles anteriores é, na minha opinião, a melhor música do disco. Ela traz uma ferocidade na letra e um arrepio na espinha toda vez que a escuto.

Juntamente com “She Will Be Loved” e “This Love”, “Sunday Morning” foi o quarto single do álbum e sucesso dos anos 2000 e ganhou o título de música atemporal, ou seja, nunca parecerá velha ou ultrapassada. As referências do jazz e dos anos 80 tomam conta da canção e harmonizam muito bem com os agudos do Adam.

“Secret” é uma música relaxante e basicamente vocal, é a música mais longa do álbum com 4:55 segundos, porém se torna cansativa depois de um tempo pois a letra é repetitiva, embora mantenha o equilíbrio com o disco.

“Through with you” e  “Not Coming Home” são músicas com mais referências ao pop e ao rock, onde a voz e os instrumentos se misturam em uma batida forte e uma letra onde Adam diz que não quer mais relações com a tal Jane e ela pode ir embora.

Enfim, “Sweetest Goodbye”, a última música finaliza o álbum de uma forma doce e calma, a música não teve muita expressão no mercado mas a letra é bonita e singela. Não diria que finalizou o álbum com chave de ouro mas a banda nos deu um “Doce Adeus”.

Ouça e relembre todos os sucesso de “Songs About Jane”:

*Um agradecimento especial ao Maroon 5 Brasil que nos ajudou nessa difícil tarefa que é reviver o Songs About Jane 14 anos após o seu lançamento.

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