O artista canadense tem trabalhado em novos projetos musicais

Recentemente, o rapper e cantor canadense bbno$ tem apresentado novas facetas artísticas em seus trabalhos. Além do single “why am i like this”, o artista liberou, nesta terça-feira (12), sua mais nova faixa, intitulada “round and “round”.
Em entrevista recente ao Tracklist, o artista falou sobre seus novos trabalhos; além de comentar detalhes da faixa “come to brazil”, a gravação do videoclipe, sua conexão com o país sul-americano e outros assuntos. Confira abaixo!
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“Bom, a forma como eu definiria essa faixa é que, às vezes, eu não mostro realmente quem eu sou de verdade. E aí eu entrei no estúdio pensando: ‘Quero fazer uma música sobre como está a minha cabeça agora’, só pra colocar as coisas pra fora. Como uma página de diário, basicamente – tirar os pensamentos da minha mente e transformá-los em música”.
“Eu uso fazer música como uma forma de liberar sentimentos e expressar onde eu estou na vida naquele momento. Então ‘why am i like this” é basicamente isso: uma espécie de diário musical. Eu consegui articular cada emoção que eu estava sentindo exatamente naquele momento? Não, provavelmente não. Mas eu queria mostrar pra minha fanbase, para as pessoas que realmente me admiram e gostam da minha música, que eu não sou invencível, sabe? E expressar de forma autêntica que eu também tenho emoções profundas e sombrias, assim como emoções muito positivas. Estou só tentando ser a melhor versão de mim mesmo, e mostrar para as pessoas que gostam de mim os outros lados da minha personalidade”.
“Então, ‘come to brazil’ acabou virando um meme geracional depois de muitos e muitos anos. Minha música ‘la La la’ explodiu, e eu pensei: ‘Sabe de uma coisa? Talvez seja hora de agradecer’. Eu sei que ‘la la la’ ficou em primeiro lugar no Brasil por bastante tempo. Eu lembro que pessoas como Cleo e Luísa Sonza entraram em contato comigo. Todo mundo vinha falar comigo tipo: ‘Cara, e aí? Essa música é incrível’. E, sabe, todos os meus comentários estavam basicamente cheios de brasileiros dizendo: ‘Vem para o Brasil’ E eu fiquei tipo: ‘Ok, preciso ir para o Brasil’. Então eu pressionei meu agente. Literalmente falei: “Olha, se você não conseguir um show pra mim dessa vez, eu vou ficar furioso’, e o forcei a me levar para o Brasil”.
“Nós fizemos um show em São Paulo em… acho que novembro. Não lembro exatamente a data, mas, meu Deus, foi o melhor show que eu já fiz na minha vida, disparado. Sem nem pensar duas vezes. A energia que o público trouxe foi até meio frustrante, porque nenhum outro show que eu já fiz chega perto do nível de energia que eu vi lá. Então eu amo o Brasil. Eu realmente, realmente me diverti muito aí”.
“Gravei o videoclipe, conheci vários criadores de conteúdo com quem ainda mantenho contato e senti muito o carinho do Brasil. E eu queria basicamente fazer uma homenagem, porque eu devo parte do sucesso da minha carreira ao país, sabe? Queria mostrar minha admiração – é como um símbolo de gratidão, basicamente. E acho que isso realmente ressoou com o público daí. E gravar o videoclipe, ver parte da beleza natural… o Brasil é um lugar absurdo de incrível. Eu só conheci, na verdade, uma área de umas duas horas ao redor de São Paulo, mas mal posso esperar para ir ao Rio de Janeiro. Sério, eu amo a energia daí. Nunca experimentei um nível de paixão e intensidade como o que vivi no Brasil. Fui a uma roda de samba com minha equipe e foi a coisa mais incrível que eu já vi na vida”.
“Honestamente, mal posso esperar para voltar. E agora que a música explodiu – sinceramente não sei se ela está indo super bem especificamente no Brasil, mas sei com certeza que está indo muito bem no geral – estou muito animado para tocar essa música de novo aí quando eu voltar. Então… ainda não sei quando vou voltar, mas mal posso esperar. Sou um grande fã do Brasil”.
“Então, é muito raro quando eu e meu diretor, Shiraz, fazemos um videoclipe desse tipo. Talvez aconteça uma vez por ano. A gente pensa tipo: ‘Ok, temos essa música, temos essa ideia mais baseada em uma região específica’, e aí eu fico tipo: ‘Cara, vem comigo, vamos passar uns cinco dias lá, gravar uma quantidade absurda de imagens e simplesmente mergulhar na cultura’. E eu me diverti muito. Obviamente, também é uma forma de basicamente pagar por uma experiência – quase como uma experiência turística”.
“Eu conheci muito da cultura, encontrei vários criadores de conteúdo diferentes. Eles estavam super dispostos a participar do videoclipe e se divertir junto. E eu acho que isso virou uma obra de arte para a qual eu posso olhar no futuro e pensar: ‘Caramba, eu realmente fiz isso, eu realmente fui ao Brasil’, sabe? Tipo algo para mostrar para os meus filhos no futuro, mostrar para os meus pais a beleza do Brasil e a experiência que vivi aí, através de conteúdo em vídeo e desse formato audiovisual”.
“Sinceramente, eu não tenho nada de ruim para falar do Brasil. A única coisa que eu diria é que é muito difícil encontrar comida saudável. Acho que essa é minha única crítica. Eu sou uma pessoa saudável e adoro carne, não me entenda mal, mas meu Deus… eu só queria uma salada simples, bem simples mesmo, e foi muito difícil achar isso. Mas a comida é deliciosa – mas, depois de um tempo acaba ficando meio exagerada, muito pesada. Ah mas as frutas! Meu Deus do céu, o mamão foi o melhor mamão que eu já comi na minha vida inteira. Mas é isso, eu amo o Brasil e essa é literalmente minha única crítica: precisava ter um pouco mais de comida saudável”.
“Acho que esse é um dos artistas com quem eu acho que mais me identifico. Eu amo a música dele, é muito divertida e meio parecida com a minha. E, curiosamente, todo mundo na internet vivia dizendo que ele é tipo uma versão brasileira do BBNO$. Eu entendo que ele defende muito fortemente aquilo em que acredita, tanto eticamente quanto em relação às suas opiniões políticas. Então foi legal entrar em contato e fazer algo junto com a equipe dele – embora eu nunca tenha conhecido ele pessoalmente. Mas da próxima vez que eu for ao Rio de Janeiro, provavelmente vou encontrá-lo, e vai ser um encontro histórico”.
“Eu adoraria trabalhar com MC Bin Laden, também. Eu já conversei com ele há bastante tempo atrás. Não sou super conectado à cena musical daí, mas ela é muito viva e, como eu venho dizendo, todo mundo aí é muito apaixonado pelo que faz. E isso é muito legal de ver, porque você realmente não encontra esse mesmo nível de paixão em artistas norte-americanos. E dá pra perceber isso tanto no público quanto nos próprios artistas daí. Mas ele parece ser um cara tranquilo. Estou animado para conhecê-lo pessoalmente. E sim, o remix acabou acontecendo de uma forma muito legal. Foi maneiro”.
“Então, muitas… mas a que eu realmente posso destacar é a seguinte: a gente não fazia ideia de onde estávamos. Era uma área em que não deveríamos estar filmando, e um segurança apareceu e imediatamente sacou uma arma. E eu fiquei tipo: ‘Caramba, ok, isso é uma arma’. Obviamente não colocamos isso no videoclipe, mas estávamos filmando e acabou ficando gravado. Foi uma dessas experiências em que eu pensei: “meu Deus, ele acabou de sacar uma arma.” E a gente ficou tipo: ‘Ei, ei, ei, ei, tá tudo bem, tá tudo bem, estamos indo embora, estamos indo embora’. E eu nunca vou esquecer isso. Isso também vem de um lugar de privilégio e de viver na América do Norte, especificamente no Canadá, onde armas são praticamente proibidas. Então foi uma experiência que eu nunca tinha vivido antes”.
“E a gente foi a várias praias, realmente vimos muita natureza. Estávamos dirigindo tipo duas horas para o interior de São Paulo, por uma estrada super sinuosa, cheia de curvas. Eu fui a uma roda de samba, que deve ter sido uma das experiências mais culturalmente intensas que eu já tive na vida. Ver tipo mil pessoas reagindo juntas, se preparando para um festival… era incrivelmente barulhento. E eu precisava dessa experiência, algo que não existe no Canadá, pelo menos não nesse nível. Claro, existe uma versão menor, com comunidades de imigrantes em lugares como Vancouver, mas não chega perto. Eu nunca tinha vivido nada assim. Era tipo olhar ao redor e pensar: ‘Caramba… toda essa família inteira está vivendo exatamente o que eu estou vivendo agora’. Foi uma experiência única”.
“Eu mal posso esperar para conhecer o resto da América do Sul. Eu tenho um carinho enorme por isso e uma grande admiração, tanto pela experiência com os fãs e o amor que recebi deles, quanto simplesmente por estar lá e me divertir”.
“Atualmente, eu estou num momento em que tenho a menor quantidade de música ‘lançável’ dos últimos, tipo, 6 anos. Mas daqui a uns dias eu vou para um writing camp, e aí vou sair de lá com uma quantidade enorme de música. Então sim, vou estar escrevendo músicas. Estou trabalhando em um projeto agora? Não. Acho que vou lançar um projeto provavelmente no meio do ano que vem. Esse vai ser meu décimo projeto”.
“Vou passar uns nove meses sem fazer turnê, só trabalhando nele. E, sem dúvida, vai ser o ápice da minha carreira como BBNO$. Depois disso, vou fazer mais uma turnê mundial e ver onde eu estou emocionalmente, e também em termos de carreira. Mas eu nunca vou parar de trabalhar. Eu sou viciado nisso, um verdadeiro workaholic. Mas agora, nesse momento, não tem música. Se você me perguntar daqui a duas semanas, aí com certeza já terei músicas. Vamos lidar com esse problema em algum momento no ano que vem”.
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