Milton Nascimento vive fase reservada após diagnóstico sem cura; entenda

Aos 83 anos, cantor enfrenta doença neurodegenerativa e leva vida longe dos palcos

Juliana GomesNotícias13 de abril de 2026

Foto: Reprodução/Instagram

Milton Nascimento, um dos maiores nomes da música brasileira, vive atualmente uma fase mais reservada aos 83 anos. O artista foi diagnosticado com demência por corpos de Lewy (DCL), condição neurodegenerativa que afeta funções cognitivas e motoras.

O diagnóstico foi revelado em outubro do ano passado por seu filho, Augusto Nascimento, em entrevista à revista Piauí. Segundo ele, a confirmação veio após uma viagem aos Estados Unidos. Os primeiros sinais, no entanto, surgiram meses antes, em abril, quando o cantor passou a apresentar lapsos de memória, perda de apetite e repetição de histórias em curtos intervalos – o que levou a família a buscar avaliação médica.

“Quando vi que o meu pai apresentava uma piora brusca no quadro cognitivo, perguntei ao médico se seria uma loucura fazer uma viagem de motorhome com ele pelos Estados Unidos. Meu pai sempre viajou do meu lado, como co-piloto“, relatou o filho.

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Antes disso, Milton já havia sido diagnosticado com Doença de Parkinson em 2022. No mesmo ano, o cantor se despediu dos palcos com a turnê “A Última Sessão de Música”, encerrando oficialmente sua carreira de shows, embora tenha seguido participando de projetos musicais pontuais.

A demência por corpos de Lewy é considerada o terceiro tipo mais comum de demência, atrás apenas da Doença de Alzheimer e da demência vascular. Sem cura, a condição é causada pelo acúmulo anormal de proteínas no cérebro, o que leva à degeneração das células nervosas.

Mesmo longe dos palcos, Milton Nascimento segue sendo reverenciado. Em 2025, foi homenageado pela escola de samba Portela no Carnaval do Rio de Janeiro, com o enredo “Cantar será buscar o caminho que vai dar no sol”.

Dono de uma trajetória consagrada, o cantor soma 34 álbuns e uma coleção de clássicos que atravessam gerações, como “Travessia”, “Cais”, “Trem Azul”, “Cravo e Canela”, “Nada Será Como Antes”, “Estrelas” e “São Vicente”. Suas canções também ganharam novas versões nas vozes de artistas como Caetano Veloso, Chico Buarque, Elis Regina, Jorge Ben Jor e Maria Bethânia.


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