Rapper era a principal atração do evento

O Wireless Festival 2026, que aconteceria entre os dias 10 e 12 de julho em Londres, foi oficialmente cancelado após o governo do Reino Unido barrar a entrada do rapper Kanye West no país.
Um dos principais eventos de rap e hip-hop da Europa, o festival tinha o artista – também conhecido como Ye – como o principal headliner, com apresentações previstas para os três dias de programação. No entanto, sua autorização de viagem foi revogada pelo Ministério do Interior britânico, que considerou que sua presença “não seria propícia ao bem público”, citando seu histórico recente de declarações antissemitas e comportamentos controversos.
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Vale destacar que esta não é a primeira vez que Kanye enfrenta restrições internacionais. No ano passado, o artista também teve o visto negado para entrar na Austrália.
Sem sua principal atração, a organização decidiu cancelar completamente o evento. Em comunicado oficial, os responsáveis afirmaram que a decisão foi consequência direta da proibição da entrada do rapper no país.
Segundo a nota, diferentes partes envolvidas no evento foram consultadas antes da contratação do artista e, naquele momento, não houve objeções formais. A organização também reforça que o antissemitismo é inaceitável em qualquer circunstância e reconhece o impacto causado pela polêmica em torno do nome de Kanye.
Nos bastidores, a situação já vinha se agravando. Antes mesmo do veto oficial, patrocinadores começaram a se retirar após a confirmação do artista no line-up, o que aumentou a pressão pública e política sobre o festival.
Com a repercussão, Kanye West se manifestou publicamente ao jornal The Wall Street Journal e afirmou que está disposto a se reunir com membros da comunidade judaica britânica como sinal de boa vontade e para “ouvi-los”.
O artista declarou que seu objetivo seria “levar um show de mudança”, promovendo “unidade, paz e amor através da música”.
Em sua fala, Ye reconheceu a gravidade da situação: “Sei que palavras não são suficientes – terei que demonstrar mudança por meio das minhas ações. Se vocês estiverem abertos, estou aqui”, disse, ao propor um encontro para dialogar com membros da comunidade judaica no país.
Vale lembrar que, em janeiro, o rapper publicou uma carta aberta pedindo desculpas por falas associadas ao nazismo e atribuiu suas declarações a um quadro de transtorno bipolar e a uma lesão cerebral. Na ocasião, afirmou ter “perdido a noção da realidade”, negou ser nazista ou antissemita e disse ter buscado tratamento após um episódio de mania no início de 2025.
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