A artista falou sobre o processo de produção do disco e próximos passos

Recentemente, a cantora e compositora paulista CALI divulgou o primeiro disco de sua carreira, intitulado “TRAMA”! O disco, que marca a consolidação da artista na indústria, carrega o que ela define como ‘pop brazuca’.
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O projeto aposta em timbres urbanos e sonoridade que mistura texturas eletrônicas e influências latino-americanas – tudo sem perder o vínculo com a música pop. Tematicamente, as canções se dividem em um lado que mostra o desejo, sexualidade e prazer; e outro lado mais ligado ao poder feminino e suas raízes.
Em entrevista recente ao Tracklist, CALI deu mais detalhes do álbum “TRAMA”, o processo de produção de seu álbum de estreia e mais. Confira a conversa abaixo!
“‘TRAMA’ é um álbum de pop brazuca, palatável, mas não genérico. Fala de questões simples e profundas na mesma intensidade. Para mim, lançar esse disco foi um presente, um momento de realização pessoal e profissional. Não houve pressão alguma para entregar determinado tipo de música, eu fui extremamente livre produzindo esse trabalho e ele serve como um portfólio nesse momento da minha carreira. Se quiser me conhecer, é só ouvir ‘TRAMA’ sem pressa”.
“Eu me inspiro em palavras específicas, em sentimentos que me atravessam, em filmes, na dança, em situações que acontecem comigo… Uso a música para tentar entender como lidar com elas. Alguns álbuns que amo demais também serviram como referência sonora, como o ‘MOTOMAMI’, da ROSALÍA; ‘Vício Inerente’, da Marina Sena e ‘Sin Miedo’, de Kali Uchis”.
“O maior desafio foi conciliar a produção do álbum e tudo que envolve o seu lançamento, como a divulgação, a estética, os visualizers, a audição, etc., com a faculdade, o trabalho, questões pessoais e a vida social. Acredito que esse seja o grande obstáculo na vida de vários artistas independentes. Começar a formar uma equipe para o projeto foi o que aliviou bastante este lado, sou muito grata a todos os envolvidos”.
“‘FOME’ é a música destaque, com certeza. Ela introduz muito bem todo o universo do disco, por isso a escolhi para ser a faixa número um. O público se conectou muito com essa fome de conquistar que a letra descreve e com a sonoridade que mistura uma melodia suave com um beat de funk e eletrônico. O pessoal do TikTok ama essa faixa porque, segundo eles, ‘tem a voz de sereia e o batidão’ [risos]”.
“A faculdade ampliou meu repertório musical, técnico e foi importante enquanto vivência. Apesar da academia ainda estar muito centrada na música europeia, algumas matérias dão total protagonismo ao Brasil. Nessas, me aprofundei na produção musical brasileira e latino-americana, pesquisei o trabalho de Gal Costa, Maria Bethânia, Caetano, Mercedes Sosa, Lila Downs, Clube da Esquina e, enfim, me apaixonei pelo que é nosso. Foi na faculdade que entendi a importância do meu álbum e da minha música, no geral, carregar uma identidade latina”.
“O público pode esperar mais um videoclipe icônico dessa era… Por outro lado, já passei muito tempo no estúdio e por trás das câmeras, chegou a hora das apresentações ao vivo. Todas as músicas do álbum, releituras e músicas antigas. Estou muito animada para que isso aconteça logo”!
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