A premiação ocorre neste domingo (15)

O Oscar bate à porta. O maior evento do cinema norte-americano será realizado em Los Angeles neste domingo (15) e as categorias principais ainda estão em aberto. O Tracklist, com base nos resultados da temporada de premiações, faz a lista de quem ganha o Oscar de 2026 nas principais categorias e quem merece levar a estatueta para casa independentemente do favoritismo.
Serão avaliadas as categorias com mais insumos na mídia, sindicatos específicos mais fortes e com mais impacto nas discussões sobre os prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Dessa forma, a matéria traz a análise de: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Ator, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Atriz Coadjuvante.
Quem ganha: Amy Madigan – “A Hora do Mal”
Atriz já indicada ao Oscar, Amy Madigan sai na frente na categoria após bom trabalho com a vilã Gladys. A atriz venceu o Critics Choice Awards e o Actor Awards, o que faz dela a mais forte da temporada. Afinal, o apoio dos críticos e do sindicato dos atores é uma chancela que credencia qualquer concorrente ao Oscar. No entanto, o fato dela estar na disputa por um filme de terror pode assustar os votantes da Academia.
Quem deveria ganhar: Elle Fanning – “Valor Sentimental”
Uma das atuações mais subestimadas da temporada, a americana Elle Fanning não venceu premiação prévia alguma, mesmo com o destaque em todos os momentos em que está em cena. Na pele de Rachel Kemp, a única estadunidense da história do filme norueguês, ela transmite a alma desta atriz fictícia que quer participar de algo verdadeiramente tocante e importante, mas que entende que o papel de uma vida pode não ser feito para ela. Introspectiva quando precisa, mas gigante em interpretação, Fanning é responsável por um dos papeis mais emocionantes deste Oscar.
Quem ganha: Sean Penn – “Uma Batalha Após a Outra”
Peça fundamental do enredo de um dos melhores filmes do ano, Penn incorporou com maestria a maldade e a confusão do Coronel Steven J. Lockjaw. O personagem dita o ritmo do longa e é o grande destaque em uma atuação ousada e irreverente do artista duas vezes vencedor do Oscar. O fato dele ter sido reconhecido no Bafta e no Actors Awards pesa e o astro é o favorito.
Quem deveria ganhar: Stellan Skarsgård – “Valor Sentimental”
Vencedor do Globo de Ouro nesta temporada, Skarsgård traz emoção e impacto no papel do traumatizado diretor de cinema e traumatizante pai Gustav Borg. Sem precisar ser histriônico para carregar o espectador em uma jornada de sentimentos, o ator faz um dos papéis mais potentes da carreira, falando em norueguês. Um Oscar para ele seria a exaltação de um grande ator hollywoodiano que encontrou o brilho voltando às origens europeias, sem contar que também reconheceria uma carreira impecável de um artista de 74 anos.
Quem ganha: Jessie Buckley – “Hamnet: a Vida Antes de Hamlet”
A carta mais marcada da temporada, Jessie Buckley foi a única que venceu todos os principais prêmios de atuação da temporada até agora. Reconhecida pelo Globo de Ouro, Critics Choice Awards, Bafta e Actors Awards, só falta o Oscar na prateleira da atriz que expressou na tela toda a dor de uma mãe que perde o filho. É apenas uma questão de tempo para que a intérprete da personagem Agnes faça história.
Quem deveria ganhar: Jessie Buckley – “Hamnet: a Vida Antes de Hamlet”
Nem todos os prêmios precisam ter discrepância entre vencedor e merecedor. A atriz em cena neste filme parece uma força da natureza. Ela domina o longa de tal maneira que torna quase impossível o espectador não ser tomado pelas emoções que propõe. Se fosse necessário escolher apenas uma atuação deste Oscar, independente de gênero ou tempo de tela, a de Jessie Buckley deveria ser a vencedora.
Quem ganha: Timothée Chalamet – “Marty Supreme”
Apesar de toda polêmica envolvendo comentários que desmerecem o valor do ballet e da ópera, Timothée Chalamet segue como favorito se levado em consideração o desempenho nas premiações prévias. Vencedor do Critics Choice e do Globo de Ouro, o ator pode se tornar o primeiro em mais de 20 anos a conquistar o Oscar sem ter ganhado o Bafta ou Actors Awards na mesma temporada. Com uma entrega inegável em um papel extremamente difícil, o artista busca muito esta honraria, mas pode acabar deixando o Oscar escapar após uma crescente impressionante de Michael B. Jordan na reta final da temporada. Esta é a disputa mais aberta.
Quem deveria ganhar: Wagner Moura – “O Agente Secreto”
Sem contar com todo o nacionalismo, esta escolha se justifica pelo fato do ator, que já tem uma carreira em Hollywood, ter chamado atenção da Academia e do mundo no retorno ao próprio país. Wagner não atuava em uma produção estritamente brasileira desde “Praia do Futuro” em 2014. Ao voltar para o Brasil, ele fez um papel intenso e introspectivo ao mesmo tempo: um personagem que mostra o quanto o ator consegue se fazer entendido pelo olhar, ou em frases faladas em tom contido, e um protagonista tão grandioso que rendeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes. Seria histórico um papel falado em português ganhar o Oscar, mas, sobretudo, seria justo com Wagner Moura este reconhecimento.
Quem ganha: Paul Thomas Anderson – “Uma Batalha Após a Outra”
Mais uma unanimidade na temporada de premiações, Paul Thomas Anderson, ou PTA para os íntimos, venceu o Globo de Ouro, Critics Choice Awards, Bafta e o DGA, prêmio do Sindicato dos Diretores de Cinema. O diretor, que já tem uma carreira de bastante sucesso de público e crítica, executa perfeitamente um roteiro complexo e entrega um dos melhores filmes do ano.
Quem deveria ganhar: Paul Thomas Anderson – “Uma Batalha Após a Outra”
Mesmo com grandes trabalhos de Chloe Zhao, em “Hamnet: a Vida Antes de Hamlet”, e Ryan Coogler, em “Pecadores”, é a vez do PTA. O diretor já vinha demonstrando que era um dos melhores do mercado há alguns anos, mas em 2025 apresentou ao público o que parece ser a obra-prima da própria carreira. Não existe um momento melhor para exaltar este grande profissional com uma estatueta do que no Oscar 2026.
Quem ganha: “Uma Batalha Após a Outra”
O grande trabalho de um diretor renomado que uniu os elogios da crítica com o sucesso de público e impacto social por tocar em temas atuais de forma inteligente. Competente, elétrico e bem executado, “Uma Batalha Após a Outra” venceu todos os prêmios da temporada até agora e é o virtual dono do Oscar da noite de 2026. Uma escolha justa, com a cara da Academia e que provavelmente não vai desagradar. Um favorito perfeito.
Quem deveria ganhar: “Pecadores”
“Uma Batalha Após a Outra” é o longa mais bem executado, “Hamnet: a Vida Antes de Hamlet” é o que mais comove, mas “Pecadores” é o filme do ano. Uma obra que nasce no gênero de horror, com uma história de vampiros, mas que ganha o mundo ao fazer uma reflexão pertinente sobre a pauta racial, o pertencimento e a arte. A produção fez quase US$ 400 milhões em bilheteria, mesmo tendo classificação indicativa para maiores de 18 anos, e levou o público de volta aos cinemas por conta de toda a experiência que propôs. Um filme-evento que será lembrado por gerações merece ser coroado com a maior glória cinematográfica norte-americana.






