Amazônia Negra: Globoplay lança documentário estrelado por Carlinhos Brown; veja detalhes

A Amazônia é conhecida pela imensidão verde, pelos rios que parecem não ter fim e...

Foto: Divulgação/Créditos: Veve Milk

A Amazônia é conhecida pela imensidão verde, pelos rios que parecem não ter fim e pelas histórias de um Brasil profundo — mas, no Amapá, ela também pulsa em tambor. Em “Amazônia Negra: Expedição Amapá“, documentário que chega ao Globoplay em dezembro, Carlinhos Brown embarca em uma jornada ancestral pelo estado que carrega uma das tradições mais vibrantes da cultura afro-brasileira: o Marabaixo.

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Dirigida por Marcel Lapa, a obra mergulha na força, na memória e na resistência do povo amapaense — e coloca no centro da conversa a importância de reconhecer a história negra na região. Com 42 minutos de duração, o filme percorre Macapá, Oiapoque, Mazagão, quilombos, rios e estradas enquanto revela cantos, danças, ritos e tradições que atravessam séculos.

Em Amazônia Negra, Carlinhos Brown une ancestralidades em uma viagem pela cultura afro-amapaense

Reconhecido por seu trabalho ligado às matrizes africanas, Brown funciona como um fio condutor por entre saias rodadas, versos cantados e tambores que ecoam no meio da floresta. Em cada parada, ele encontra mestres, dançadeiras e guardiões do Marabaixo — manifestação reconhecida pelo IPHAN como patrimônio cultural imaterial do Brasil.

O artista liga sua própria herança baiana às tradições do Amapá, criando um diálogo de brasilidades e ritmos que se cruzam pela ancestralidade comum. “Chegar no meio do mundo e encontrar muito da cultura francesa junto à cultura negra, hispânica e portuguesa… isso me provocou ainda mais”, afirma Brown no filme. “O Amapá convida o Brasil a se conhecer”.

Macapá, cortada pela linha do Equador, é palco do tradicional Ciclo do Marabaixo, que reúne cortejos, ritos e celebrações em barracões centenários. A dança carrega passos arrastados que remetem às memórias de escravizados trazidos para a Amazônia. Como explica a dançadeira Samanda Carvalho, o nome “Marabaixo” teria surgido da expressão “mar abaixo”, usada quando pessoas escravizadas eram jogadas ao mar durante travessias nos navios negreiros.

Hoje, essa história é ressignificada como símbolo de identidade, resistência e pertencimento. A produção reforça como o Marabaixo permanece vivo na dança, na música, na culinária e na arte produzida no Amapá.

Para o diretor Marcel Lapa, filmar no estado trouxe uma perspectiva inédita: “Sou carioca e nunca tinha visto nada igual”, diz. “Quis transmitir pelo menos um pouco do que o Marabaixo significa para essas pessoas: união, felicidade e pertencimento.”

Além das tradições afro-amapaenses, “Amazônia Negra” também apresenta festividades populares, culinária típica e encontros de Brown com artistas da cena musical local, ampliando o retrato do estado como território de criação, memória e futuro.

“Amazônia Negra” estreia no dia 12 de dezembro, no Canal Bis às 00h (de quinta para sexta-feira). Depois disso, ficará disponível para assinantes do Globoplay ainda no dia 12. A produção também será exibida na GloboNews em 20 de dezembro, às 23h.


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