Cantora trouxe a turnê do álbum "Radical Optimist" ao país

O Rio de Janeiro recebeu, no último sábado (22), um dos shows mais esperados do ano: a turnê “Radical Optimist” de Dua Lipa. Com passagem imersa na cultura do país, a artista albanesa-britânica mostrou o motivo de ter se tornado um dos nomes mais queridos e gigantes da música pop mundial.
Que Dua Lipa é uma artista dedicada todo mundo já sabia, e a Future Nostalgia Tour já havia provado isso. O que ninguém esperava era que ela fosse elevar o nível de forma tão expressiva em sua nova temporada de shows.
Durante quase duas horas de show, que teve abertura da banda Os Cafés do Samba, a cantora entregou vocais, uma presença de palco magnética e um espetáculo visual que costura tranquilamente todas diferentes fases da sua trajetória artística.
O repertório reforçou o protagonismo do “Radical Optimist” na nova fase da cantora, uma vez que praticamente todas as faixas do álbum foram incluídas no setlist. A estética também acompanhou essa escolha, já que os backgrounds eram elaborados e dialogavam com as diferentes fases da discografia de Dua, mostrando um fio narrativo coeso entre seus trabalhos.
Mas o ponto alto da noite foi a relação com o público brasileiro. Entre músicas e coreografias, a cantora fez questão de se comunicar inteiramente em português ao agradecer o carinho dos fãs e reconhecer a força da cultura brasileira, algo que já vinha costurando em sua passagem pelo país desde o show em São Paulo. No tradicional momento de covers da turnê, Dua apresentou “Mas que Nada”, clássico de Jorge Ben Jor, que arrancou gritos e aplausos entusiasmados dos presentes.
A era “Future Nostalgia” também teve seu momento, com singles como “Don’t Start Now” e “Break My Heart” que ganharam espaço. As parcerias de sucesso, como “One Kiss”, colaboração com Calvin Harris, e “Electricity”, hit com Mark Ronson e Diplo, também estiveram na setlist, e a alternância entre eras manteve o ritmo do show acelerado.
Outro ponto que merece atenção é a estrutura. Com três estações distribuídas ao longo de uma extensa passarela, a cantora abusou do recurso, mantendo contato constante com todos os setores da arena.
Carismática, alegre e tecnicamente impecável, Dua Lipa sustentou o espetáculo do início ao fim sem perder o ritmo. Com uma entrega que vai muito além do canto, ela deixou claro no Rio de Janeiro que seu sucesso global não é coincidência, mas fruto de consistência e de uma relação verdadeira com quem a acompanha. A sensação é nítida: a “training season” ficou para trás. O que se vê agora é uma A-list em pleno auge.






