O artista mineiro foi um dos fundadores do chamado Clube da Esquina

Neste domingo (2), morreu o cantor e compositor mineiro Lô Borges, aos 73 anos. A informação foi confirmada nesta segunda-feira pela família do artista e pelo Hospital Unimed, onde estava internado desde meados de outubro.
Nascido em Belo Horizonte, o artista deixou sua marca na história da música brasileira ao fundar – ao lado de seus irmãos e de Milton Nascimento – o chamado Clube da Esquina. O movimento musical da década de 1960 gerou, posteriormente, um dos discos brasileiros mais aclamados de todos os tempos.
Lançado em 1972, o disco duplo apresentou uma mistura de MPB, pop barroco, folk e rock – e rendeu faixas como “Um Girassol Da Cor Do Seu Cabelo”, “O Trem Azul”, “Paisagem da Janela” e “Cravo E Canela”.
No mesmo ano, o cantor e compositor lançou seu primeiro disco solo – e seguiu, assim, seu caminho na música. O artista se consagrou como um dos compositores mais influentes da música brasileira, tendo canções gravadas por nomes como Tom Jobim, Elis Regina, Nando Reis e muito mais. Seu último projeto inédito, “Céu de Giz”, foi divulgado em agosto deste ano em colaboração com Zeca Baleiro.
De acordo com um comunicado oficial emitido pelo Hospital Unimed, Lô Borges faleceu em decorrência de falência múltipla de órgãos. O artista mineiro estava internado na Unidade Terapia Intensiva (UTI) desde o dia 17 de outubro; e passou por uma traqueostomia no dia 25 do último mês.
“A Unimed-BH se solidariza com a família, amigos e fãs pela irreparável perda para a música brasileira”, diz o pronunciamento oficial. Foi revelado, ainda, que Lô Borges havia dado entrada na unidade de saúde para tratar uma “intoxicação medicamentosa”.
Lô Borges deixa o filho, Luca Arroyo Borges, de 27 anos; e seus cinco irmãos, Márcio, Telo, Marilton, Nico e Yé.
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