Entrevista: Tuany fala sobre o single “Meu Lugar” e mais

Na última quinta-feira (17), a cantora e compositora Tuany divulgou seu novo single, intitulado "Meu...

Foto: Cred. Pietro Leonardi

Na última quinta-feira (17), a cantora e compositora Tuany divulgou seu novo single, intitulado “Meu Lugar”! A faixa, que mistura o MPB ao rock brasileiro no estilo anos 60 e 70, retrata um momento de expansão, de encontro de seu próprio espaço e pertencimento.

A faixa é a sequência direta de “Pássaros”, canção lançada em abril. Com a novidade, a artista paulista marca mais um ato de uma narrativa de quatro partes – que ganhará ainda mais camadas com seus próximos trabalhos.

Em entrevista recente ao Tracklist, Tuany falou sobre a faixa “Meu Lugar”, outros trabalhos recentes e mais. Confira abaixo!

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Entrevista: Tuany

Você lançou, recentemente, o single “Meu Lugar”. Primeiramente, como você definiria esse novo trabalho?

“Definitivamente, ele vai mais pro lado MPB rock que estamos trabalhando nas últimas músicas – com timbres mais pesados, mas uma harmonia mais ‘MPBística’, brincando com os acordes e mudanças; até mesmo para conversar com a letra da música que busca seu lugar. É uma música que fala sobre encontrar nosso lugar no mundo e, para isso, queríamos buscar mais energia e vivacidade, para despertar esse sentimento de exploração e vontade de viver em quem escutar”.

Para você, qual é a característica mais marcante nessa canção – o elemento que vai captar a atenção do público?

“A melodia do refrão, que aparece na voz e na dobra das guitarras, sem dúvidas, que é uma daquelas melodias ‘chicletinho’. Você vai ouvir pela primeira vez e já vai ficar com o ‘Ah ah ah ah ah, não sei mais…’ na sua cabeça”.

Essa música segue o lançamento de “Pássaros”, que é marcada por uma mensagem de introspecção e autoanálise. De que forma você explicaria essa continuidade entre “Pássaros” e “Meu Lugar”?

“Em ‘Pássaros’, a busca era mais introspectiva e interna; em ‘ Meu Lugar’, essa busca é externa. Qual lugar do mundo eu pertenço? Uma cidade? Um país? Qual cultura eu mais me identifico? Qual é a minha música? Meu abraço favorito? São todas essas perguntas esperando respostas a serem exploradas. Respostas que vão ajudar a gente a nos encontrarmos dentro de nós e descobrir nosso lugar no mundo, descobrir nossa tribo, nosso bando. No final das contas, a gente está sempre buscando pertencer a algo e encontrar nosso lugar”.

Foto: Cred. Pietro Leonardi

O clipe da música foi inteiramente gravado e editado com o seu próprio celular. Como foi essa experiência?

“Uma experiência que já estou mais acostumada [risos]. Meus últimos clipes e visualizers, com exceção de ‘Tempo Perdido’, tem sido produzidos dessa forma, então acabei ganhando uma certa prática em fazer dessa forma. Consigo entender melhor como funciona a filmagem com o celular, quais minhas limitações na hora de gravar e editar, e isso me ajuda a escrever um roteiro melhor, que vou poder aproveitar ao máximo”.

“Para ‘Meu Lugar’, em específico, foi diferente porque gravamos – eu e Camila Sánchez – em pontos turísticos de Londres e Valência, no melhor estilo mochileiras, já que aproveitei essa viagem mochileira que estava programada pra gravar o clipe. Então tivemos que lidar com a movimentação dos lugares, pessoas passando na frente da câmera, iluminação, mochilas sendo carregadas… mas isso casou perfeitamente com a mensagem que a música deve passar. Além desses pontos turísticos, fizemos alguns takes também no LABA Studios, em Valência, onde tínhamos uma melhor estrutura de iluminação e acomodação, mas ainda gravamos com o celular”.

Em 2024, você lançou o EP “Metamorfose”. E, falando nesse processo de transformação, de que formas você sente que evoluiu no período entre este lançamento e seus novos trabalhos – tanto pessoalmente quanto artisticamente?

“Durante ‘Metamorfose’, eu estava passando por um período de tratamento de ansiedade e síndrome do pânico, então todo o trabalho, para além das músicas, refletiam claramente esse processo da minha vida pessoal. Acho interessante como esse processo foi evoluindo para um melhor conhecimento de mim mesma e do mundo, que culminou nos trabalhos que estamos vendo agora. ‘Metamorfose’ foi meu momento dentro do casulo, e agora é o momento onde saí do casulo e estou alçando novos voos, enxergando o mundo por uma outra perspectiva e entendo melhor como funciona dentro e fora de mim. Claro, ainda tendo que lidar com as mesmas questões, ou similares, mas agora de uma forma mais íntima e com maior controle”.

O que virá a seguir?

“‘Meu Lugar’ é a segunda parte de uma história de 4 capítulos, história essa que conta esse processo de ‘cura’, de forma mais descontraída e leve. Neste ano, ainda teremos a terceira parte da história e, no começo de 2026, o capítulo final. Claro, tudo acompanhado de audiovisuais, conteúdos, dinâmicas e, cada vez mais, uma aproximação com meus fãs”.


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