Entrevista: MC PH fala sobre “Dinheiro e Poder”, transformação social pelo funk e mais

Com uma trajetória marcada pela presença forte no movimento do funk paulistano, MC PH volta...

Foto: Reprodução/Instagram

Com uma trajetória marcada pela presença forte no movimento do funk paulistano, MC PH volta aos holofotes com o lançamento de “Dinheiro e Poder”, single lançado há cerca de três semanas e que já acumula mais de 1 milhão de plays no Spotify e integra o Top 30 do YouTube.

Ao lado de nomes como MC Hariel, IG, Luki e Trick, o artista mergulha numa faixa que mistura a essência clássica do funk de SP com uma roupagem moderna — tudo isso sem deixar de lado a contundência das letras que falam de poder, dinheiro e desigualdade com franqueza.

O projeto, que teve gravação realizada no PH Camping em outubro de 2024, mistura grandes nomes já consolidados do gênero e artistas da nova geração. A letra da música traz como mensagem central o conceito de “progresso e lazer”, segundo descreve o próprio PH.

Em entrevista ao Tracklist, funkeiro revelou os bastidores da produção, destacou a emoção de ver o crescimento do parceiro Trick e celebrou o impacto social do projeto, que aposta no formato colaborativo para abrir espaço a novos talentos. “Quando a arte se torna ferramenta de transformação social, ela cumpre um papel que vai além da estética”, diz.

A seguir, leia a entrevista completa com o artista.

MC PH comenta nova faixa, transformação social pelo funk e mais

“Dinheiro e Poder” tem aquele DNA do funk paulistano raiz, mas com uma sonoridade atual, que traz algo novo para o jogo. Como foi para você vivenciar essa fusão entre o clássico e o moderno dentro da faixa?

Fazer parte do surgimento do movimento do Funk Paulista é algo que carrego com muito orgulho. Acompanhar a evolução do gênero ao longo dos anos e poder contribuir com essa nova fase é extremamente gratificante. Acredito de verdade que o funk tem potencial para se consolidar como referência no mercado global, e essa fusão entre o clássico e o contemporâneo reforça justamente essa versatilidade que o nosso som carrega.

Tem algum trecho da música que te toca de forma especial? Por quê?

A parte do Trick, sem dúvida, tem um peso especial para mim. Além de ser um artista em quem eu acredito profundamente, também sou seu empresário. Ver o talento dele ganhando espaço e sendo reconhecido é muito significativo. É como ver uma semente germinando com força — é pessoal, é simbólico, e representa o futuro.

A música já bateu 1 milhão de plays no Spotify e entrou no Top 30 do YouTube. Esperava essa repercussão tão rápida?

Sinceramente, sim. A faixa reúne nomes de peso como Hariel e IG, além de ter a produção de quatro gigantes da música urbana — Lotto, WEY, Marquinho no Beat e Fe Pache. Com uma estrutura dessas, somada ao lançamento pelo Camping, era esperado que o impacto fosse imediato. É um trabalho com muita energia, visão e estratégia por trás.

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Nas redes, o som virou trilha de mais de 20 mil postagens. O que você acha que faz o público se identificar tanto com “Dinheiro e Poder”?

Acredito que seja a visceralidade e a sinceridade da mensagem. “Dinheiro e Poder” não romantiza a realidade — ela escancara. Essa franqueza gera identificação, porque, de alguma forma, todo mundo sente o peso ou a busca por esses dois elementos, seja para o bem ou para o mal. É um reflexo direto da sociedade em que vivemos.

O projeto é colaborativo e, segundo o CZ, tem como missão abrir espaço para novos talentos. Como você enxerga esse movimento dentro da cena?


Para mim, essa é a parte mais valiosa. Quando a arte se torna ferramenta de transformação social, ela cumpre um papel que vai além da estética. É sobre abrir caminhos, tirar crianças da vulnerabilidade e construir carreiras que inspiram e movimentam a economia criativa. Isso muda vidas e, em escala, pode mudar o país.

Quais são seus próximos passos? Vem EP, álbum, clipe novo?

Ah, isso eu vou deixar no mistério. Mas posso dizer que tem coisa grande vindo aí. Fiquem atentos!

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