Filme brasileiro “O Último Azul” vence o Urso de Prata no Festival de Cinema de Berlim

E deu Brasil em mais uma premiação do cinema mundial! O brasileiro "O Último Azul",...

Soraia JoffelyNotícias22 de fevereiro de 2025

Rodrigo Santoro e Denise Weinberg em "O Último Azul. Foto: divulgação

E deu Brasil em mais uma premiação do cinema mundial! O brasileiro “O Último Azul”, estrelado por Rodrigo Santo, Denise Weinberg, Miriam Socarrás e Adanilo, levou para casa o Urso de Prata de grande prêmio do júri, o segundo maior prêmio do Festival Internacional de Cinema de Berlim.

Além desse, o longa também conquistou mais dois prêmios, que fazem parte de um júri paralelo à competição principal. O primeiro foi o prêmio do júri ecumênico, dado à obra que comova por sua temática espiritual, humana ou social.

Já o segundo foi o prêmio do júri de leitores do jornal alemão Berliner Morgenpost, composto por uma bancada de 12 membros.

Dirigido por Gabriel Mascaro, “O Último Azul” retrata uma realidade que desafia a maneira como a sociedade trata seus cidadãos mais velhos. Em seu discurso ao receber a vitória do júri, Mascaro refletiu: “eu venho de um país onde temos enfrentado esses desafios sobre a aceitação de diferentes perspectivas e religiões”.

O diretor também agradeceu ao aceitar a segunda maior honraria da premiação, “O Último Azul’ fala sobre o direito de sonhar e a crença de que nunca é tarde para achar significado na vida. Muito obrigado”, disse.

Essa foi a terceira vez que o cinema brasileiro tentou conquistar o Urso de Ouro. Os vencedores brasileiros nessa premiação foram “Central do Brasil”, de Walter Salles, em 1998, quando Fernanda Montenegro também venceu o prêmio de melhor atriz do festival, e com “Tropa de elite”, de José Padilha, em 2008. 

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O que “O Último Azul” aborda?

Vencedor do segundo maior prêmio do cinema de Berlim, o “O Último Azul” retrata a história de Tereza, uma senhora de 77 anos que vive em uma cidade industrializada na Amazônia. Durante a obra, a personagem recebe um chamado oficial do governo para se mudar para uma colônia habitacional compulsória onde idosos devem “desfrutar” de seus últimos anos.

Ao recusar esse destino, Teresa embarca em uma jornada transformadora pelo rio Amazonas para realizar um último desejo antes que sua liberdade lhe seja tirada.






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