Dentre acontecimentos como um relacionamento de sete meses que gerou cicatrizes, YOHAN traduziu seus sentimentos...

Dentre acontecimentos como um relacionamento de sete meses que gerou cicatrizes, YOHAN traduziu seus sentimentos para o lançamento mais recente, o EP “Flores”. Em entrevista ao Tracklist, YOHAN conta mais sobre esse processo de produção e composição, a inspiração direta no single “Flowers” de Miley Cyrus e o que esperar dos próximos capítulos, que serão em breve uma trilogia de EPs.
Tracklist: Como foi o processo de traduzir suas histórias e sentimentos para dentro das músicas presentes em “Flores”?
YOHAN: Confesso que o processo foi bastante doloroso. No início, logo quando começamos as composições, a maioria das canções eram mais pesadas, mais tristes, mais na pegada “amor quebrado”. A cada novo acontecimento eu enviava áudios para o Tai Veroto ou Deko [parceiros na criação de “Flores”], relatando cada momento. Desses exatos áudios saíam as ideias para cada música. Como eu estava vivendo um relacionamento bastante tóxico, a maioria dos áudios estavam cheios de choro, gritos e soluços… foi bem punk! escrevemos umas 20 músicas inspiradas/com referências a essa minha história.
E o processo para a sonoridade das canções?
A sonoridade das canções já tinha um direcionamento certo. Já faz alguns meses, se não, pelo menos um ano que eu já sabia o que eu queria pra minha próxima era, sonoramente falando. O meu primeiro álbum em inglês “#PopLife” (2018) foi todo inspirado em pop eletrônico dos anos 90 e 2000 e com referências aos anos 80. Já em “Arrasany” (2020) e “Arrasany 3.0” (2023), ambos em português, eu quis encontrar a minha sonoridade brasileira. Eu fui a fundo na nossa cultura e experimentei em diversos estilos musicais brasileiros em cada faixa até encontrar o que realmente funcionava, mas para mim e para o público, é claro.
Portanto, para a sonoridade dessa nova era, uma trilogia de EPs que começa com “Flores”, eu quis misturar o que mais anda me agradando no Brasil com o que mais anda me agradando no mercado global. Minha nova sonoridade trata-se de um dance-pop-funk-disco, como eu gosto de rotular (risos). Temos pitadas do nosso funk brasileiro que é tão único da nossa cultura, temos o dance e o disco que estão presentes em vários novos álbuns na gringa, tudo isso através da música pop que faz com que a música chegue em mais pessoas de forma leve, sem nichar muito apenas para um determinado público.
Com a referência no single “Flowers”, de Miley Cyrus, há outras canções ou artistas que te inspiraram para esse trabalho?
A faixa “Flores” é muito especial pra mim. Eu de fato estava vivendo na pele a “Flowers” de Miley do início ao fim ano passado. Eu precisava criar algo que fosse marcar aquele momento da minha vida, mas não queria uma cópia ou simplesmente um cover. E assim fizemos “Flores”.
Mas sim, existem algumas outras canções que virão nos próximos EPs da trilogia que foram inspiradas em músicas específicas ou em algum artista. E “Amor Quebrado” também foi. Aliás, a letra dessa música eu acho que foi uma das mais potentes e fortes que já fizemos. Ela é um soco no estômago. Eu me inspirei em “Bad Romance” de Lady Gaga. Se você prestar atenção em cada verso, eu quis trazer a forma bizarra como Gaga fala sobre o amor em sua faixa. A referência é lírica. É poética.
Como tem sido o retorno e a reação das pessoas com “Flores”?
Está sendo bem legal e positiva. As pessoas estão gostando e se conectando bastante. Eu recebo diversas mensagens de fãs relatando suas histórias de amor que sempre me emocionam. Vejo que a própria imprensa também está mais encantada com o meu trabalho. Eu nunca escrevi sobre amor de forma tão honesta e real. Essa nova era é toda pautada no amor, um universo totalmente novo pra mim enquanto artista, acho que a dor é visível e isso impacta.
Sendo o EP a primeira parte de uma trilogia, o que podemos esperar dos próximos lançamentos?
Então, cada um desses EPs conta com três faixas. A primeira é o começo do amor, a segunda já é o inferno que o amor se torna às vezes e a terceira é a superação. Eu quis contar a minha história em três momentos diferentes, por isso é uma trilogia com três faixas em cada EP. Dessa forma, não fica pesado para o público ouvir mas, ao mesmo tempo, o público consegue se ver em algum momento de sua vida amorosa em alguma dessas faixas. Essa trilogia inteira conta a minha história, porém, a de outras milhões de pessoas também. Vocês podem esperar mais paixões gostosas, mais sofrimento/drama e muita superação de jeitos diferentes!






