Chegando a um total de 0% de aprovação no Rotten Tomatoes - um dos principais...

Chegando a um total de 0% de aprovação no Rotten Tomatoes – um dos principais termômetros do cinema mundial -, o filme “Hurry Up Tomorrow“ marca uma estreia nada promissora para The Weeknd que se aventura em seu segundo projeto audiovisual. Lançado nesta quinta-feira (16), o longa vem sendo duramente criticado por sua falta de profundidade e excesso de estilo.
Leia também: “Missão: Impossível – O Acerto Final” estreia em Cannes; saiba mais sobre o filme
A produção cinematográfica funciona como uma extensão de seu mais recente álbum de estúdio, “Hurry Up Tomorrow”. O sexto disco do cantor e compositor canadense foi lançado em janeiro deste ano, e apresenta faixas como “Timeless”, “Cry For Me” e “São Paulo” (feat. Anitta).
O projeto musical faz parte de uma trilogia artística, iniciada com o álbum “After Hours” (2020) e seguida por “Dawn FM” (2022). Agora, o artista entrega mais uma peça de seu universo narrativo – desta vez, em formato de longa-metragem.
O filme conta com produção da Live Nation Productions e da Manic Phase, enquanto a distribuição é feita pela Lionsgate. A direção fica por conta de Trey Edward Shults (de “As Ondas” e “Ao Cair da Noite”), que também assina o roteiro ao lado de Abel Tesfaye (The Weeknd) e Reza Fahim.
Mesmo com um elenco de peso e uma proposta que mistura thriller psicológico com o universo da fama, a produção tem sido descrita como confusa, rasa e sem impacto emocional. A trama gira em torno de um astro pop em crise (interpretado por The Weeknd), que embarca em uma jornada alucinada ao lado de Anima, uma fã obsessiva vivida por Jenna Ortega. Barry Keoghan completa o trio principal no papel de Lee, empresário e figura controladora da trama.
A história se desenrola como uma espiral de paranoia e colapso emocional, marcada por visões surreais, flashbacks e uma trilha sonora densa, assinada por The Weeknd ao lado de Daniel Lopatin (Oneohtrix Point Never).
Apesar da estética ousada e de um clima que remete a videoclipes conceituais, os críticos apontaram que o longa falha em construir uma narrativa sólida. A atuação do cantor também foi alvo de comentários negativos – considerada monótona e sem carisma.
No geral, a crítica do filme destaca que “Hurry Up Tomorrow” parece mais preocupado em manter um visual estilizado do que em aprofundar os temas que propõe, como a fama tóxica, a alienação e a relação abusiva entre ídolos e fãs.
O The Guardian chamou o filme de “um experimento visual que não se sustenta”, enquanto a Entertainment Weekly cravou: “é surpreendentemente entediante”. Já a Pitchfork lamentou a superficialidade da abordagem, apesar do potencial do enredo.
Com grandes nomes no elenco e um artista conhecido por reinventar sua estética a cada era, “Hurry Up Tomorrow” prometia uma obra ousada — mas tropeça ao tentar equilibrar arte e narrativa.
Não perca nenhuma novidade! Nos siga no X/Twitter, Instagram e TikTok.






