“Fiquei um ano sem cantar ‘Leão’”, revela Xamã em podcast “Marília – O Outro Lado da Sofrência”

Ao lado de Marília Mendonça, Xamã lançou em 2020 a faixa "Leão", do álbum "Zoodíaco",...

Soraia JoffelyNotícias18 de agosto de 2025

Foto: divulgação

Ao lado de Marília Mendonça, Xamã lançou em 2020 a faixa “Leão”, do álbum “Zoodíaco“, que se tornou o maior sucesso do disco ao longo dos últimos anos. A música recebeu uma versão solo da cantora em 2021 com uma batida de arrocha e, hoje, a canção é a mais ouvida da última década pelos brasileiros.

O trabalho de Xamã e Mendonça atravessou anos e se consagrou como um hit na carreira de ambos. No entanto, após a partida da sertaneja, o rapper se viu cercado por um bloqueio para cantar a faixa.

No último episódio do podcast do g1 “Marília – O Outro Lado da Sofrência“, o artista avaliou o grande impacto da partida da cantora e revelou como a morte de Marília afetou sua trajetória nos palcos.

“A Marília criou uma textura diferente para (a música) ‘Leão’. [Depois que ela morreu] eu não cantava essa música no show. Fiquei um ano sem cantar. Era estranho”.

O rapper fecha o podcast dedicado à estrela. “Marília – O Outro Lado da Sofrência” é um projeto que ajuda o público a entender o fenômeno que ela causou na indústria e a sua contribuição para dar igualdade às mulheres na música sertaneja.

O conteúdo vai ao ar nesta terça-feira (19) no g1, no Spotify e nas demais plataformas de áudio.

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Podcast “Marília – O Outro Lado da Sofrência” reflete o impacto da artista

A série, dividida em cinco episódios, reúne depoimentos inéditos de Chitãozinho & Xororó, Simone Mendes, Xamã, além de fãs, especialistas e pessoas próximas à cantora. O objetivo é claro: entender o que ainda pulsa, mesmo depois da partida de Marília, em novembro de 2021, aos 26 anos, vítima de um acidente de avião.

Com uma trajetória marcada por autenticidade, talento raro e uma comunicação direta com o público, Marília se tornou não apenas uma referência no feminejo — mas também a primeira grande perda da música brasileira na era do streaming.

Em nota enviada à imprensa, Carol Prado explica que a curadoria dos nomes partiu de uma escolha afetiva e estratégica: “A gente foi procurar essas pessoas que eram chave na carreira da Marília. E, além disso, outros nomes que são importantes para dimensionar a relevância dela”, conta. “Ela tinha uma figura muito próxima do público. A morte dela também mexeu com a indústria da música. A gente mostra isso: como, depois que ela se foi, as coisas se reorganizaram nesse mercado de uma forma muito marcante”.


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