O ano de 2025 será marcado pelo lançamento de um novo álbum da banda sueca...

O ano de 2025 será marcado pelo lançamento de um novo álbum da banda sueca The Hives. Com 13 faixas, incluindo o single já lançado “Enough Is Enough”, o disco se chama “The Hives Forever Forever The Hives” e está marcado para ser lançado no dia 29 de agosto. Em entrevista ao Tracklist, o vocalista Howlin’ Pelle Almqvist e o baterista Chris Dangerous contam mais detalhes sobre o que esperar do novo trabalho, faixas favoritas, produção e mais!
Tracklist: Nós queremos saber mais sobre o novo single! Por que vocês escolheram “Enough Is Enough” como o primeiro single do álbum “The Hives Forever Forever The Hives”?
Chris Dangerous: É que parecia uma música de rock de respeito, sabe? A gente podia ter escolhido qualquer outra música do disco, mas mandamos para algumas pessoas e todo mundo disse: “A gente acha que ‘Enough Is Enough’ devia ser a primeira”. Então, é simples assim. Quer dizer, a gente só faz single (risos).
Howlin’ Pelle Almqvist: É, a gente faz um disco e depois escolhe qualquer música. Qualquer uma. Mas acho que nosso empresariado estava bem empolgado com essa desde o começo, como se fosse a música pra vender ingresso de show. Acho que o plano era esse mesmo: lançá-la junto com as datas da turnê, porque a gente está tentando tocar em lugares que são grandes demais para a gente, então temos que vender muito ingresso.
E vocês podem contar mais sobre o conceito da música, o clipe e como isso se encaixa no contexto do álbum?
Pelle: Não tem muito contexto, mas a gente tentou fazer um clipe com outro diretor primeiro, e isso meio que não deu certo. Aí o outro diretor, que a gente já tinha trabalhado no último álbum — ele fez o clipe de “Countdown to Shutdown” — se envolveu e já chegou com a ideia de boxe. E o resto foi todo mundo jogando ideia, como ia ser, tentando fugir daquele clichê do boxe heroico, sabe? Onde o cara apanha e levanta no 10. Eu queria ser um boxeador que você não gosta, que bate no juiz e até no pessoal da plateia.
Chris: Também foi divertido porque ele conhecia um lugar na Romênia onde filmam muita coisa da Netflix e tal, então foi um lugar legal para gravar. A gente nunca tinha ido para lá, eu acho. Então, no geral, foram uns dias bem bons. Muitas risadas, muito boxe.
Legal. Falando do álbum como um todo, o que os fãs podem esperar?
Chris: Isso é sempre difícil, porque a gente sempre acha que fez um disco totalmente novo. Sempre pensamos: “Ah, a gente nunca fez dois discos que soassem iguais”. Mas para algumas pessoas soam sim. Para algumas é tipo: “Por que vocês não soam mais como antes?”. É impossível saber o que as pessoas querem ou como elas vão ouvir e interpretar. Então, eu não sei o que esperar.
A gente faz o que sempre fizemos: continuamos fazendo música, discos que a gente quer ouvir e tocar ao vivo, e do melhor jeito que conseguimos. É isso que importa. Se a gente não curtir, acho que ninguém mais vai curtir também. Então é difícil de explicar. É um disco de rock. É um disco do The Hives. A gente tenta fazer um som novo, mas como eu sempre digo, ainda soa como The Hives. Então eu não faço ideia de como parar de soar como The Hives! (risos)
Pelle: Acho que eles podem esperar um novo disco do The Hives. É isso.
Com certeza!
Pelle: Isso aí. Acho que é isso. Acho que é meu disco favorito do The Hives.
Sério? Vocês têm alguma música favorita desse álbum?
Pelle: Algumas.
Chris: Tem uma que ressoa muito comigo, que é “Legalize Living”. Está no disco.
Pelle: É, eu gosto da “Legalize Living” também, e uma chamada “Born a Rebel”. Gosto muito dessas.
Qual é a primeira impressão que vocês querem causar nas pessoas quando ouvirem esse novo álbum?
Chris: Sorrisos gigantes, gente pulando e gritando.
Pelle: Sim. Arrepio, coração acelerado e todo mundo pulando.
Como ele difere do último álbum, “The Death Of Randy Fitzsimmons” (2023)?
Pelle: A ideia era que “The Death Of Randy Fitzsimmons” fosse o disco mais intenso, meio solto. E o de agora “The Hives Forever Forever The Hives” seria mais polido, mais organizado. Mas não foi bem isso o que rolou, acho. Ainda ficou cru pra caramba, mas… Não sei como comparar. Não faço ideia. É um disco do The Hives. E é o meu favorito! (risos)
Chris: As músicas são bem diferentes. [O álbum] foi gravado no estúdio da banda ABBA, em Estocolmo, com o Pelle Gunnerfeldt [produtor]. Somos nós cinco tocando, ele gravando, é tudo meio o mesmo esquema. Então vai soar pelo menos como se fosse feito pelas mesmas pessoas.
Pelle: A gente tem meio que uma biblioteca de sons do The Hives junto com o Pelle Gunnerfeldt que fomos desenvolvendo. Tipo: “Ah, esse som de guitarra” ou “esse som aqui”, que a gente puxa sempre que vai gravar. Então você vai reconhecer vários truques. Mas acho que as músicas dessa vez têm mais partes. São mais construídas, com uma estrutura mais pop, talvez. Tipo verso, refrão… Uma estrutura mais tradicional. Acho que essa é a diferença de “The Death Of Randy Fitzsimmons”, em que várias músicas tinham só uma parte.
Vocês já passaram por vários países promovendo o novo álbum e sempre vêm ao Brasil para tocar em grandes shows. Como tem sido a experiência até agora? E podemos esperar um novo show do The Hives aqui em breve?
Chris: É, a gente acabou de lançar a turnê mundial junto com o single, há alguns dias, e infelizmente, apesar do grande anúncio e estando na América do Sul, não tem nenhuma data na América do Sul no mapa da turnê mundial. Mas só divulgamos até o final de dezembro. Então coisas incríveis vão acontecer em 2026. É difícil imaginar que a gente não volte pra cá.
Para a última pergunta, nosso site se chama Tracklist. Queremos saber de vocês três músicas que fazem parte da trilha sonora da vida de vocês. Pode ser qualquer música.
Chris: Vou começar com “Loose Ends”, do Bruce Springsteen, daquela coletânea “Tracks” (1998), com 18 faixas que saiu com material não lançado. É uma música que… O Max Weinberg é uma grande influência pra mim na bateria, e ele simplesmente toca de forma incrível nessa. É uma ótima música. Essa é uma.
Pelle: Eu escolho uma: “Have Love Will Travel”, do The Sonics. Teve muito impacto em mim no colégio e acho que influenciou o The Hives também.
Chris: E vou mencionar uma banda punk sueca chamada Strebers. Eles têm uma música chamada “Betongbarn”. Provavelmente é uma das músicas que mais ouvimos. Acho que foi a primeira que tocamos juntos também.
Pelle: É, essa foi importante! Beleza, vou de “Into My Arms”, do Nick Cave & The Bad Seeds. É uma das minhas baladas favoritas de todos os tempos, e o pessoal vive me pedindo pra cantar em casamento e tal. Já cantei várias vezes. Gosto muito dessa música.
Chris: É uma grande obra-prima. E minha última música vai ser “On a Rope”, do Rocket from the Crypt, do disco “Scream Dracula Scream” (1995). Essa é boa demais.
Pelle: É uma grande música. Ok, eu escolho a última então. O que eu vou escolher? Todo mundo está em casa na maior expectativa, se perguntando o que eu vou escolher. Que tipo de música eu gosto mesmo? Vou escolher “For Those About to Rock (We Salute You)”, do AC/DC. Esse foi o primeiro álbum de rock que eu ouvi por vontade própria. Eu devia ter uns seis anos. Então acho que foi aí que tudo começou.
Junto ao anúncio do novo disco, a banda divulgou as datas da sua turnê mundial, que começa em julho deste ano e segue até dezembro. “The Hives Forever Forever The Hives” já está disponível para fazer pre-save clicando aqui. Confira a tracklist completa do álbum:






