Cantora lançou recentemente seu segundo álbum de estúdio

A cantora Melly vive um dos momentos mais importantes de sua carreira. Com o lançamento de “Mais Forte Que a Dúvida”, seu segundo álbum de estúdio, a artista apresenta um trabalho marcado por amadurecimento, autoconfiança e novas experimentações musicais.
Lançado em maio, o disco sucede “Amaríssima” (2024) e reúne participações de nomes como Anitta, Liniker, Luedji Luna e Léo Santana, ao mesmo tempo em que explora novas sonoridades e reafirma sua identidade artística.
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Em entrevista ao Tracklist, Melly comentou sobre o conceito do novo projeto, a escolha do primeiro single e as colaborações que ajudaram a dar forma a esse novo capítulo de sua caminhada na música.
O álbum “Mais Forte Que a Dúvida” marca um novo momento da sua carreira. Como nasceu a ideia e o conceito central desse projeto?
“Mais Forte Que a Dúvida” nasceu de um momento muito transformador da minha vida, eu usei esse disco como fonte de inspiração e confiança. Depois de viver tudo o que aconteceu com “Amaríssima”, eu me vi diante de muitas perguntas: sobre quem eu era, para onde queria ir artisticamente e sobre como lidar com tantas expectativas. A dúvida esteve muito presente nesse processo, mas eu percebi que existia algo dentro de mim que era maior do que ela.
O álbum fala justamente sobre isso: sobre confiar na própria voz, na própria intuição e seguir em frente mesmo sem ter todas as respostas. É um trabalho sobre coragem, sobre movimento e sobre a vontade de viver plenamente. Musicalmente, ele também representa uma expansão. Eu me permiti experimentar mais, trazer referências que fazem parte da minha história e construir uma obra que conversa com diferentes emoções, ritmos e versões de mim mesma.
Mais do que um álbum, eu vejo “Mais Forte Que a Dúvida” como uma afirmação. É atitude decisiva, a de seguir acreditando, criando e sonhando, mesmo quando a incerteza aparece pelo caminho.
Em comparação com “Amaríssima”, o que mudou na sua forma de fazer música e enxergar sua identidade artística?
Eu acho que a principal mudança foi a confiança. Em “Amaríssima”, eu estava me apresentando para o mundo, entendendo quais eram as minhas possibilidades e descobrindo até onde eu poderia ir artisticamente. Era um disco muito conectado às minhas vivências daquele momento e à vontade de mostrar quem eu era.
Com “Mais Forte Que a Dúvida”, eu sinto que chego mais consciente de mim mesma. Passei a confiar mais nos meus instintos, nas minhas referências e nas histórias que quero contar. Hoje eu me permito arriscar mais, experimentar sonoridades diferentes e ocupar lugares que antes talvez eu questionasse se eram realmente meus.
Também amadureci muito como compositora e intérprete. Entendi que minha identidade artística não precisa caber em uma única definição. Ela pode transitar por diferentes ritmos, emoções e influências sem perder a essência. Acho que esse álbum mostra justamente uma artista mais livre, mais segura e mais aberta às possibilidades.
Você iniciou essa nova era com “Me Livra de Todo Mal”. Por que essa faixa foi escolhida para apresentar o álbum ao público?
“Me Livra de Todo Mal” foi escolhida porque ela carrega muito da mensagem central do álbum. É uma música que fala sobre autodomínio e fé. Quando eu estava pensando em qual seria a primeira porta de entrada para esse novo momento, percebi que ela sintetizava exatamente o que eu queria comunicar. Eu gosto de pensar que essa faixa funciona como uma espécie de oração e também como uma declaração de intenção para tudo o que vem depois. Ela abre caminho para o universo de “Mais Forte Que a Dúvida” porque fala sobre afastar os medos, as inseguranças e tudo aquilo que tenta impedir o nosso movimento. Era importante começar essa história mostrando que, apesar da dúvida existir, existe algo dentro da gente que pode ser ainda mais forte.
O álbum traz participações de grandes nomes, como Anitta, Luedji Luna, Liniker e Léo Santana. Como surgiram essas colaborações?
Cada participação surgiu de uma forma muito natural e por motivos diferentes, mas todas têm uma coisa em comum: são artistas que eu sempre admirei. Eu acredito que uma parceria funciona melhor quando existe uma conexão real entre os artistas e quando a música pede aquele encontro.
Durante o processo de criação do álbum, algumas faixas já nasciam com determinadas vozes ecoando na minha cabeça. Eu conseguia imaginar como cada artista poderia acrescentar uma camada nova à narrativa da música. Felizmente, quando os convites aconteceram, houve uma abertura muito bonita de todos eles para construir essas canções comigo.
Também acho que essas participações refletem um momento muito especial da minha trajetória. São artistas que eu respeito profundamente e que, cada um à sua maneira, ajudam a contar diferentes partes da história de “Mais Forte Que a Dúvida”. Mais do que feats, são encontros que ampliam o universo do álbum e reforçam a riqueza da música brasileira contemporânea.
Você reuniu artistas com universos musicais bem diferentes entre si. Existia a intenção de explorar múltiplas sonoridades no álbum por meio dessas parcerias?
Eu gosto muito da ideia de colocar diferentes universos em diálogo. A música brasileira é extremamente rica e diversa, e eu queria que “Mais Forte Que a Dúvida” refletisse um pouco disso. As parcerias ajudam a ampliar as possibilidades do disco, trazendo novas texturas, referências e formas de interpretar uma mesma emoção.
Ao mesmo tempo, era importante que tudo continuasse fazendo sentido dentro da narrativa do álbum. Mesmo transitando por diferentes sonoridades, existe um fio condutor que conecta todas as faixas. Acho que o resultado mostra justamente essa mistura entre diversidade e unidade: muitas influências convivendo dentro de uma mesma história.
Falando em parcerias, você participou do álbum recente da Anitta e agora ela participa do seu novo disco. Como essa troca artística aproximou vocês musicalmente?
Eu acho que toda troca artística verdadeira cria pontes. Participar de um projeto da Anitta e depois recebê-la no meu álbum foi uma experiência muito especial porque aconteceu de forma muito natural, baseada em admiração, respeito e interesse mútuo pelo trabalho uma da outra.
A Anitta é uma artista que está sempre se desafiando, experimentando e ampliando possibilidades, e eu admiro muito isso. Durante esse processo, tivemos a oportunidade de trocar ideias, referências e perspectivas sobre música, carreira e criação. Acho que isso acaba aproximando os artistas não só musicalmente, mas também humanamente.
Ter a presença dela em “Mais Forte Que a Dúvida” simboliza muito essa conexão. É um encontro entre trajetórias diferentes, mas que compartilham o desejo de construir algo autêntico. Fico muito feliz!
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