Entrevista: Ruel fala sobre “Don’t Say That”, Lollapalooza e Rubel

Cantor se apresenta nesta sexta-feira (20) no Brasil e conversou com o Tracklist sobre o público brasileiro e mais

Foto: Reprodução / Instagram @ oneruel

Um dos principais nomes do Lollapalooza 2026, Ruel está de volta ao Brasil para se apresentar no festival na sexta-feira (20). O cantor australiano esteve no país pela primeira vez em 2024 e agora volta após passar pelas versões argentina e chilena do festival. 

No último ano, ele lançou seu terceiro álbum de estúdio, “Kicking My Feet”, que vai ganhar uma segunda parte no dia 12 de junho. “Kicking & Screaming” vai contar com 10 faixas inéditas lançadas apenas 8 meses depois da primeira parte do projeto

O anúncio do novo disco aconteceu no dia do lançamento do single “Don’t Say That”, aguardado pelos fãs pelos últimos seis meses. Sendo assim, os fãs brasileiros têm motivos em dobro para celebrar em grande estilo junto com Ruel no Lollapalooza

Em entrevista ao Tracklist, o cantor australiano contou um pouco mais sobre seus trabalhos recentes, falou sobre o Brasil, festivais e descobriu que existe um artista brasileiro chamado Rubel. Confira!

Confira a entrevista do Ruel para o Tracklist na íntegra 

TRACKLIST: Oi, Ruel! Estou muito feliz de falar com você hoje. 

RUEL: Obrigado! Obrigado por me receber. 

TRACKLIST: Preciso te perguntar… Você já teve tempo de comer coxinha ou pastel? 

RUEL: Eu acho que já comi coxinha! Tenho certeza que na última vez que estive aqui eu experimentei e me tornei muito fã. Eu cheguei ontem a noite, então… Mas já provei muitas comidas boas hoje. Comi um prato de arroz com linguiça e polvo em cima. Eu acho que é um prato em português. Da última vez comi isso no hotel e me disseram que era português… Português do Brasil (risos). 

TRACKLIST: Ótimo! Bom, você está de volta à estrada com a Kicking My Feet Tour. Da última vez que esteve aqui no Brasil, você cantou em um show esgotado em que todo mundo sabia todas as letras das músicas. Agora, você vai cantar para um público enorme no Lollapalooza e eu queria saber como você se prepara para um show com tantas pessoas, quando várias delas podem até estar te descobrindo enquanto artista? 

RUEL: Sim, essa é a principal vantagem de cantar em festivais. É o momento de provar seu valor para pessoas que não sabem quem você é. Fazer seu próprio show é sempre incrível, a energia é sempre ótima. Da última vez em São Paulo, foram os shows mais incríveis, as pessoas cantavam muito alto, a energia no lugar estava incrível. Nos festivais você tem isso, mas ao mesmo tempo também tem pessoas que vêm e você precisa conquistá-los. Isso também é muito divertido. 

TRACKLIST: Sim! E eu sinto que “Kicking My Feet” tem muita energia de festival. 

RUEL: Exatamente! Tem bastante ritmo no álbum. Sinto que nos meus sets para festivais eu sempre tento manter a energia alta e divertida. Quero manter as pessoas sempre se mexendo, porque acho que é isso que elas querem em festivais. 

TRACKLIST: E o divertido nesses eventos é que você pode andar pelos palcos e virar fã de novos artistas. Você é um entusiasta de festivais? 

RUEL: Sim! Digo, não fui pra muitos sem ser para me apresentar. Mas é definitivamente uma ótima oportunidade para ver seus artistas favoritos. Se o público e a energia são bons, é basicamente tudo que você precisa. São sets menores, mas acho que é uma forma muito boa de ver seus artistas favoritos. De qualquer forma, acho que ainda prefiro meus próprios shows do que festivais. 

TRACKLIST: Faz sentido. E queria saber, você já ouviu algum artista brasileiro? 

RUEL: Honestamente, sim. Um pouquinho. Mas principalmente os artistas tipo do rap. O rap brasileiro foi o que eu ouvi mais MC Collin, sabe? É uma criança. Meu Deus, eu sou obcecada por ele. Eu acho muito satisfatório ouvir as músicas dele. Os TikToks dele são basicamente ele nas ruas, nas favelas com os amigos dele cantando e batendo palmas nas batidas. É muito legal, eu amo. 

TRACKLIST: Eu não sei se você já ouvir falar ou se já te contaram sobre isso, mas no Brasil nós temos um cantor chamado Rubel, e é muito engraçado porque às vezes os brasileiros tendem a confundir os nomes de vocês. 

RUEL: Ok! Eu não sabia. Como soletra o nome dele?

TRACKLIST: É R-U-B-E-L. O dele tem um B que não tem no seu!

RUEL: Ah! Sim! Entendi. É Rubel e Ruel, né? Então, às vezes as pessoas acham que estão escrevendo o nome dele errado. 

TRACKLIST: Isso! Mas ele é um ótimo artista, você deveria ouvir. 

RUEL: Sim, com certeza vou. 

TRACKLIST: Bom, voltando para as suas músicas, depois de um pouquinho de pressão dos fãs online, finalmente teremos “Don’t Say That” e ela vai ser lançada no dia do seu show no Brasil. Você diria que é o timing perfeito? 

RUEL: Oh, foi totalmente proposital! Eu queria ter certeza de que ela seria lançada perto desses shows, e pensei que o Lolla no Brasil, perto dos outros, seria o momento perfeito para lançar. Essa música está guardada no meu bolso pelos últimos 6 meses, quase 1 ano. Então sim, estou muito animado de finalmente lançar. 

TRACKLIST: Os fãs brasileiros são muito apaixonados, então certamente vai ser uma festa! E a música é muito intensa, né? Eu amei a arte de capa, onde você está pulando do metrô em movimento. De onde surgiu essa ideia? 

RUEL: O set que encontramos em Los Angeles era super próximo da minha casa, eles tinham toda essa estrutura do metrô. Nós queríamos fazer algo que fosse muito dramático para essa sessão de fotos. Não queria algo que fosse pré-produzido. Queríamos trabalhar com aquela atmosfera e aquela paleta de cores, de cinzas e coisas meio industriais, porque é nesse conceito que quero entrar depois de “Kicking My Feet”. O drama veio realmente dessa ideia de fazer um ensaio em movimento, e sinto que a ideia de me mostrar tentando alcançar algo antes que isso vá embora. Acho que a música é justamente sobre isso. 

TRACKLIST: E o que mais você tem escutado ultimamente? O que está na sua playlist? 

RUEL: Várias coisas! Eu estou meio que alternando entre… Eu amo esse cara chamado Andrew Aged, ele está fazendo coisas muito legais, com uma ótima dinâmica. É incrível, com uma pegada funky dos anos 70… Me deu um branco, precisava checar no meu celular. 

TRACKLIST: Você chegou a ouvir o novo do Harry Styles? 

RUEL: Sim, e é ótimo! Definitivamente ouvi um pouco dele também. Eu sempre tento ouvir um pouco de tudo que está sendo lançado, acho que consigo me manter bastante por dentro quando se trata de pop, e eu tento sempre acompanhar projetos menores também. Principalmente quando estou viajando, as pessoas me dão muitas recomendações que tento acompanhar. Então, definitivamente vou ouvir o Rubel e ele vai fazer parte disso. 

TRACKLIST: Isso é ótimo! E para finalizarmos, queria saber o que você espera que os fãs sintam quando chegarem em casa após o show? 

RUEL: Eu espero que eles estejam sem voz e com dor nos pés de tanto pular! Não sei… Honestamente, acho que, mais do que qualquer coisa, se você acha que assistir a um dos meus shows é emocionalmente desgastante, acho que isso é um bom sinal. Quero conseguir tocar em todos os pontos das emoções. Se for uma música animada, quero que se sinta extasiado e, se for uma música triste, espero que se sinta terrível (risos). Realmente quero fazer com que as pessoas experimentem os extremos de todas as emoções. Esse é o objetivo quando estou escrevendo e lançando música. Se eu conseguir um pouco disso ao vivo, estarei satisfeito. 

TRACKLIST: Perfeito! Você quer deixar uma mensagem para os fãs brasileiros? 

RUEL: Muito obrigado! Obrigado para todo mundo aqui no Brasil. Agradeço muito por todo o apoio nos últimos anos. Sei que faz um tempo, mas todo o apoio por “Kicking My Feet” e todas as coisas novas que lancei tem sido imenso por aqui e quero que saibam que isso não passa despercebido. Amo muito todos vocês e nos veremos em breve. 


Quer acompanhar as principais novidades de música, cinema, streaming, premiações e cultura pop em tempo real? Siga nossos canais no Instagram e WhatsApp. Nos acompanhe, também, no XBluesky, no Instagram e no TikTok.

Últimas Notícias
Mais Lidas