Cantor celebra a nova fase com álbum que mistura pop, reggae e rock urbano

Iniciado com “Inimaginável (Parte 1)“, Rod Melim dá mais um passo em sua carreira solo e lança o desfecho dessa era com o álbum “Inimaginável II“, disco em que funde pop, rock e MPB.
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Em parceria com o produtor Rafael Castilhol, o irmão Melim reuniu sete faixas inéditas e autorais, trazendo vozes como a de Marcelo Falcão e Jenni Rocha, para um trabalho que transita entre o romântico e o reflexivo.
O projeto, que chegou nas plataformas digitais na última quinta-feira (30), também estreou um intimista audiovisual, que trouxe a participação especial de Joy, sua esposa, como pano de fundo da faixa “Seu Olhar”.
Confira abaixo a entrevista ao Tracklist!
“Inimaginável II” encerra um ciclo que começou no seu primeiro álbum solo. Como foi o processo de conectar essas duas partes e decidir que histórias você queria contar nessa segunda metade?
Confesso que no meio do caminho eu acabei escrevendo novas coisas, né, pensando em outras coisas e gravei coisas que não estavam previamente pensadas. Até por conta dos convites que a gente fez, pensamos em alguns feats pra compor essa segunda metade. E convidamos algumas pessoas e tivemos o privilégio de ter duas participações nessa segunda metade, que é o Marcelo Falcão, vocalista que cantava no Rappa. E a Jenny Rocha, que é uma cantora incrível, que já, enfim, trabalhei com ela em outras ocasiões. A maioria das vezes como backing vocal pro meu próprio trabalho e convidei ela porque eu curto muito o timbre dela, curto a vibe dela.
Então, essa segunda metade, né, falando de Inimaginável 2 e Inimaginável 1, eu acho que tem uma conexão ainda pelo som que eu venho fazendo, a questão dos arranjos. Porém, eu acho que cada música é única, então as pessoas vão conseguir sentir um novo sabor da própria canção. Porque quando a gente vai compor uma música, eu tento fazer com que a música seja a melhor pra ela mesma. E às vezes o assunto dela pede um arranjo mais urbano, outro um pouco mais solar, outro reggae, MPB, pop.
O assunto da música é o que norteia tudo pra mim. E como as músicas acabam falando de coisas diferentes, o arranjo acaba acompanhando também, né. Então, existem novos sabores que não tem na primeira parte, como por exemplo essa música com o Falcão, que vai ser o meu novo single chamado Maré de Sorte. Ela tem muitas pitadas de um rock, assim, com um urbano, né, tem os strats de DJ e coisas que eu não colocaria provavelmente numa canção se não tivesse um assunto, né, igual essa música tem de inspiração, de reflexão, de você vencer, de você buscar as soluções.
Como foi a escolha da sonoridade desse disco? Que tipo de som você queria alcançar nessa produção?
É, o principal pra mim, assim, é tentar trazer o pop como elemento, como segmento principal e dentro do pop as suas variações, né. Então, tem um pop um pouco mais romântico, um pouco mais tranquilo, sereno, tem um pop um pouco mais pop rock, tem um pop rock acústico, tem um pop mais eletrônico, mas o fio condutor é sempre o pop.
E eu acho que nessa primeira metade, a forma como foi feita, a gente adicionou alguns elementos de beat, o beat ousou um pouco mais do que eu costumava nos discos da minha época da banda, que eu acho que tinha muita presença do orgânico, da batera, do baixo e tudo mais, e nesse eu tô um pouquinho mais ousado nesse sentido de começar a colocar a mesma mão.
E eu reparei que eu tenho essa conexão muito grande com o violão, tanto na minha imagem, de eu estar sempre ali com o violão no colo, como nas canções também. Eu acho que uma boa música, uma boa composição quando tocada no violão e ela consegue convencer, ela não depende nem tanto de arranjo assim, então quando eu me sinto inseguro em relação a alguma mixagem, alguma coisa, eu sempre trago o violão como elemento principal e eu consigo ouvir ali a canção que eu compus na hora da composição.
Você trabalhou com vários compositores e amigos próximos, como Diogo Melim, Guto Oliveira e Mike Túlio. O quanto essa troca entre pessoas queridas influencia no resultado final das músicas?
Eu acho muito divertido poder estar entre amigos na hora de se compor uma música, porque se torna mais agradável. Eu acho também que a assertividade acaba sendo maior quando a gente tem várias cabeças pensantes que acabam prevendo qualquer tipo de situação do tipo: essa música está parecida com tal outra, vamos mudar aqui? O que você acha de trazer esse assunto aqui? Eu acho que dessa forma aqui não ficou tão objetivo, então assim, eu também costumo fazer coisas sozinho, mas eu desde sempre e acredito que para sempre vou preferir compor com parceiros, principalmente quando esses parceiros são amigos pessoais, como é o caso do Guto, que foi meu padrinho de casamento, também sou muito próximo do Mike, meu irmão Diogo, galera do Big Up.
Porque as coisas que a gente vive são limitadas e a música acaba sendo um pouco reflexo daquilo que a gente vive, nosso conhecimento de mundo, nossas ideias, então quando você soma, acaba que você consegue ampliar esses assuntos e eu gosto muito de fazer assim, curtir muito o resultado dessa soma, são os autores que eu também recorri na primeira parte, porque eu costumo muito estar com essas pessoas que me fazem bem, além de ser profissionais incríveis, como eu falei, eu gosto de transformar num momento agradável.
“Seu Olhar” abriu a segunda parte do projeto e ainda contou com a participação da sua esposa, Joy, no videoclipe. Como foi transformar essa relação em arte?
Isso foi bem prazeroso. Na verdade eu convidei ela para poder participar e pegar alguns frames, inicialmente de rosto, de mão, pra dar a conotação romântica da música. Mas acabou que quando a gente estava gravando, a gente decidiu gravar umas cenas a mais e tudo mais, e ficou bem legal eu acho, a interação é muito importante, e ela acabou aparecendo no clipe, bem na época do nosso casamento, parece que as coisas se comunicaram e foi muito especial.
Eu acho que a música serve como uma reflexão, e também inspiração, identificação, e quando você traz uma coisa que é real, apesar de sair um pouco das nossas zonas de conforto, você trazer uma coisa real para o trabalho, eu acho que isso de alguma forma ajuda as pessoas a se identificarem, e até se emocionarem também, muitos familiares me mandaram mensagem. Então é legal, você parece que sente mais a música ainda, foi bem especial, acho que ela também ficou feliz, e acho que todo mundo curtiu.
Quais são suas expectativas para a recepção do público com o lançamento de “Inimaginável II”?
Minha expectativa é de que eles, primeiro curtam bastante o álbum, ouçam bastante, e reconheçam que o que a gente vem fazendo é uma música de qualidade, que eles percebam que o que a gente tá fazendo aqui, digo a gente porque não faço nada sozinho né, tem todos os meus sócios, tem todos os músicos, enfim, produtor, mixagem, todo mundo que trabalha comigo.
A gente tá buscando um som de longo prazo, a gente tá buscando fazer carreira, eu acho muito bonito participar de alguns eventos, shows, e ver alguns rostos de pessoas que me acompanham há tanto tempo, isso pra mim tem muito significado, acho que as relações mais profundas são as mais bonitas que tem, e assim como na música, eu jamais faria música pra tentar estourar de uma forma rápida e que não tivesse conexão nenhuma com as pessoas, então essas músicas são músicas, na medida do possível, músicas profundas, elas têm obviamente o toque comercial, um refrão repetitivo, da forma que a gente sabe e curte fazer, mas elas são músicas pra ficar pra sempre, então eu quero que eles enxerguem essa profundidade e que continuem me acompanhando.
Agora que “Inimaginável II” encerra esse ciclo, já existe algo novo em vista?
A gente tem pretensão de lançar o álbum Inimaginável acústico. Eu acho que o formato acústico é um formato que me agrada muito, como eu falei da minha conexão com o violão, e acho que as pessoas também curtem muito, é um formato que você pode ouvir a qualquer hora do dia, é muito agradável, eu sempre curti bastante assim.
Ainda tô decidindo também se nesse material ao vivo se vão ter músicas inéditas ou se vão ser só as músicas que eu já gravei, mas acredito que a gente vai colocar uma ou outra inédita também pra dar um frescor, e isso é o que a gente tá em mente agora em relação ao próximo lançamento, né? Mas muito possivelmente ano que vem a gente tem lançamento de outras coisas também, novos feats, talvez até um outro álbum.
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