28 de maio de 2014 por Redação Tracklist.

Tiago Iorczeski, de nome artístico Tiago Iorc, nasceu em Brasilia, mas radicado em Curitiba, tem 28 anos com uma carreira muito promissora desde 2003 até atualmente, inclusive fora de seu país de origem. Logo no inicio de sua carreira, o cantor já possuía algumas músicas em trilhas sonoras de novelas nacionais e também o nome bastante conhecido e eleito como Melhor Artista Estrangeiro, fora do Brasil. 

foto: Nilson Pereira

foto: Nilson Pereira

No domingo (25), Tiago pisou em solos brasilienses para um show de sua turnê Voz + Violão no Teatro Oi Brasilia, onde após o show, fotografou com seus fãs em um M&G rápido.

Na segunda feira (26), foi a nossa vez de conhecê-lo, onde tivemos o grande prazer de entrevistá-lo. Nosso encontro aconteceu no ambiente aconchegante do hotel em que estava hospedado, às 11:30, horário da cidade. Sempre muito educado e receptivo, Tiago nos cumprimentou juntamente com seu amigo e empresário Felipe Simas.

Confira a entrevista exclusiva feita por Rayssa Lopes, com edição de Lorrany Farias:

  • Tiago, você nasceu em Brasília, apesar de ter morado boa parte da sua vida em outros lugares, mas é um músico da capital. Pra você, qual o sentimento de voltar à sua cidade natal, agora com a turnê VOZ E VIOLÃO?

Tiago: É engraçado porque sai daqui poucos meses, quando meu pai se mudou a trabalho pro Rio Grande do Sul. Mas quando venho pra cá, minhas visitas são sempre muito bonitas. Me identifico muito com Brasília, que é muito nova. Brasília é isso, eu sou muito isso também.

  • Eu tenho acompanhado a sua carreira há alguns anos e tenho visto a fidelidade do teu público, como algo muito expressivo na tua vida musical. Isso se dá porque existe uma reciprocidade da sua parte também, o que é algo muito positivo. Pra você, o quão importante é essa relação entre artista-fã? Qual foi a coisa mais atípica e inesperada que um fã já te fez?

Tiago: Sem os fãs eu não estaria aqui fazendo o que eu faço. E eu acho importante viver isso, e eu gosto de me doar um pouco pra eles. Acho importante.  E me desculpa, eu não consigo lembrar nada demais que algum fã já me fez. (risos)

foto de divulgação 4

foto: Nilson Pereira

  •  A sua voz já foi trilha de diversas novelas e filmes; a mais recente delas para o cinema “what would you say”. Recentemente, foi divulgado que você faria uma versão de Proibida pra Mim, para uma novela global. Essa música, em especial, já foi interpretada por grandes nomes como Chorão e Zeca Baleiro. Foi uma grande responsabilidade pra você?

Tiago: Já está tocando, né?! (risos) Ah, sempre é um desafio muito delicado. E poder interpretar uma canção de grande peso assim é muito particular, é sempre uma relação muito pessoal, porque é uma reverberação daquilo que eu gosto. É meu olhar diante daquilo. E quando a Denise (diretora da novela Geração Brasil) me chamou pra interpretar essa música, eu juntamente com meu amigo Fernando, fizemos essa versão que fosse coerente com meu olhar e também algo que se encaixasse com o personagem.

  •  Como foi para você a transição de compor em português para o ZESKI, uma vez que nos seus dois primeiros discos o inglês predominava? Houve algum bloqueio musical que te motivou/inspirou a fazer letras em português?

Tiago: Muito pelo ”não é pelo uso”, e pelo meu cotidiano eu sempre fui um cara que sempre fez o que queria fazer. Sempre fui marcado por ser um cantor brasileiro a cantar inglês, sem parecer brasileiro. Não era nada muito forçado e com muita particularidade. Então as coisas aconteceram muito naturalmente, quando achei que fosse coerente pra mim. E continua sendo assim, eu faço o que eu quero. E cantar português agora é o que tem sido bom. Eu fico muito feliz com isso.

  •  Você é um cantor-compositor. Isso é algo bem peculiar de maneira integral nos dias de hoje; o seu último álbum é o mais maduro e genuíno da sua carreira. Quando foi que você começou a escrever linhas de violão/guitarra, e quais foram as coisas mais importantes que você aprendeu e desenvolveu?

Tiago: Acho que todo inicio é muito especial, os direcionamentos ficam muito acentuados. Saindo da coisa matemática. É como dirigir, no inicio você fica bastante preocupando em passar a marcha e todo o resto. Depois, torna-se algo instintivo. Na questão do instrumento, eu procurei fazer com que voz e instrumento não entrassem em conflito. Algo que fosse coerente pra minha voz e pro próprio instrumento, sabe? Não sei se estou respondendo tua pergunta, mas é basicamente isso, eu procurei encontrar algo que fizesse com que a voz e o instrumento ficassem harmônicos. Que eu pudesse sentir no meu corpo e na minha voz.

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foto: Nilson Pereira

  •  Sobre os equipamentos que você usa no palco, basicamente no que consiste o seu setup?

Tiago: Bom, eu uso um violão que é um instrumento que eu encontro um campo harmônico entre meu corpo + a minha voz. É um violão dreadnought do Jean Larrivée Guitars (modelo Larrivee D-60), que é um Luthier canadense. Um afinador, um reverb strymon (Flint). Particularmente gosto muito dessa marca, porque os pedais são todos feitos à mão e são analógicos. Um ukulele Magic Fluke, que comprei quando fui aos EUA. E foi o instrumento que me inspirou a escrever ”Its a fluke”. E ele tem um formato de Doritos (risos). Mandei a música pra empresa juntamente com um agradecimento, e eles gostaram tanto que fizemos uma parceria e hoje eu tenho um feito sob medida pra mim (risos).

  • Agora uma pergunta futurística: se você pudesse fazer uma parceria com algum artista internacional, qual seria?

Tiago: Futurística? (risos) Nossa, isso inclui gente que já não tá mais aqui? (risos)

  •        Respondo que sim e que ele pode pensar bem alto nessa pergunta.

Tiago: Eu adoraria uma parceria com o Freddie Mercury e absorveria muita coisa.

  •  Falando ainda de artistas internacionais… é inevitável que já existiram algumas comparações do seu trabalho com a de outros artistas. Como você lida com isso?

Tiago: É natural! Porque é compreensível, é como se eu te falasse uma palavra russa (diz a palavra e ri) que é bem estranha e você não entendesse o significado. Eu diria ”ah, se parece com tal coisa”. Tudo é uma grande roda. E esses mesmos artistas com quem eu sou comparado, também já foram comparados com outros e por aí vai. Isso não interfere muito pra mim. Referências servem como alicerces.

  •  Você tem inspirado muitas pessoas, principalmente na sua comunidade de fãs a iniciarem uma carreira artística também. Que conselho você daria para aqueles que estão começando agora e como você se sente sendo uma influência para eles?

Tiago: Acho algo muito especial, algo muito particular. Vem desde o ventre, sabe? Fico muito feliz de ver algo muito particular que reverbera de mim. E o conselho que dou é que tenham muita paixão, dedicação. O sucesso não é algo que você alcança, é algo pleno. Não é algo num futuro, é sempre o presente. É algo como SER uma pessoa de sucesso e não TORNAR-SE. Eu já sentia isso quando eu tocava pra 15 pessoas, pros meus avós quando eu era mais novo, hoje eu toco pra 5 mil em uma Virada Cultural em São Paulo e sinto a mesma sensação. Ter os objetivos do que se quer bem certos. Tem uma citação do Dave Matthews que diz ”a vida é como esquiar”, e é basicamente isso, só temos que saber como desviar de alguns obstáculos que aparecerem por aí.

foto de divulgação 2

foto: Nilson Pereira

  • Você tem alguma mania/ritual antes de entrar no palco?

Tiago: Mania?! Nossa, acho que não. Eu não sou um cara de muitas manias. Felipe (Simas, amigo e empresário), você que é um observador e sabe de tudo, eu tenho alguma mania antes de entrar no palco?
Felipe: Não… Geralmente não temos muito tempo, não é? Sua mania é buscar sempre que o som esteja o melhor possível. (risos)
Tiago: É verdade, e eu sou bem chato com isso. Meio perfeccionista. (risos)

  •  “Um dia após o outro” é uma das minhas músicas favoritas do CD. E você brinca com alguns provérbios, jogos de palavras, o que deixa a música mais interessante. Como você vê a capacidade de um recomeço, mesmo em momentos delicados da vida?

Tiago: A minha também! Se está conectado a tudo que tem plenitude, tudo dá certo. Quando tem amor, paixão. É normal a variação de humor, onde as vontades mudam. Mas eu sou muito feliz fazendo isso com as pessoas que estão a minha volta, com as pessoas que me ajudam.

  • Nos últimos tempos, quais artistas tem tocado no seu iPod?

Tiago: O novo álbum do Coldplay (Ghost Stories).

  • Para finalizar, quais são os seus futuros projetos para o segundo semestre de 2014 e início de 2015?

Tiago: A ideia é, de alguma forma, estar em constante produção de músicas e vídeos. Temos algumas ideias, mas nada muito definido ou com datas especificas. Mas queremos sempre manter algo fluindo, ter essa conexão. Temos planos de fazer alguns shows pelo Brasil, com banda e tudo mais. E algum possível registro disso ao vivo. Mas pensaremos nesses planos depois da turnê (voz + violão), porque ela exige muito de nós.

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Entrevista: Rayssa Lopes

Texto e edição: Lorrany Farias

Fotos: Nilson Pereira

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